Como participar da campanha pela DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA?

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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Comunicado PCdoB Fora Temer! Diretas já!



Comunicado PCdoB
Fora Temer! Diretas já!
O Brasil foi surpreendido nesta tarde pelas gravíssimas denúncias veiculadas pela imprensa contra Michel Temer.
A revolta que já tomava conta da população diante da situação econômica dramática, das reformas feitas para liquidar direitos históricos, da entrega do patrimônio nacional, exige respostas imediatas por parte das forças democráticas e comprometidas com o Brasil.
O governo de Temer, oriundo de um golpe de Estado, não pode continuar. Nem ele e nem a sua pauta de destruição do futuro do povo e da nação. A ilegitimidade do governo, que vem desde o seu nascedouro, atinge com as notícias de hoje níveis que não lhe permitem continuar existindo.
A única forma de recolocar o Brasil nos trilhos do desenvolvimento e de devolver a esperança ao nosso povo é realização de eleições diretas. A palavra precisa ser dada à população para que ela, de forma livre e soberana, aponte os rumos que o Brasil deve tomar.
Para que isso aconteça é necessária uma frente ampla, supra partidária, que congregue todos os que estão comprometidos com a ideia de é o povo quem deve se pronunciar.
Convocadas as eleições, será a hora de colocar os programas em disputa. Nesse momento, acima das posições programáticas de cada agremiação ou movimento social, deve estar ideia de promover o gesto patriótico e democrático de dar ao povo a oportunidade de decidir.
O PCdoB lutará por isso, no parlamento e nas ruas, com a coragem a amplitude que nos caracterizam.
Fora Temer!
Diretas Já! ⁠⁠⁠⁠

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Enfim , o que sabiamos : golpistas e corruptos.FIM DE JOGO


Com o CUnha na mao...


-1:17
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Av Paulista agora. 

Conselho Mundial da Paz convoca à mobilização contra a OTAN

cmpOtan campanha

O Conselho Mundial da Paz (CMP) está convocando as entidades que o compõem e organizações amigas para uma mobilização massiva contra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), “a máq…cebrapaz.org.brhttps://cebrapaz.org.br/2017/04/12/conselho-mundial-da-paz-convoca-a-mobilizacao-contra-a-otan/ 

Conforme declaração adotada pela Assembleia Mundial da Paz em São Luís do Maranhão, em novembro de 2016 — da qual o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) foi anfitrião –, o CMP está fortalecendo sua mobilização contra a OTAN, expressão da agressividade imperialista que deve ser eliminada.

O CMP defende a dissolução da OTAN e denuncia suas constantes expansões territoriais — inclusive em direção à vizinhança da Rússia — e conceituais — para promover cada vez mais e disseminar ações intervencionistas, agressões e guerras.
Braço armado do imperialismo, a OTAN ameaça os povos em todos os continentes, através de alianças com governos e forças reacionárias, conservadoras e subservientes, a instalação de bases militares e a realização de manobras de guerra, ou a intervenção, invasão e agressão contra os povos que não se rendem.
Por isso, o CMP leva adiante a campanha lançada em 2010 no protesto massivo contra a OTAN durante sua cúpula em Lisboa, Portugal. Convocando à mobilização em todo o mundo, o CMP, as entidades nacionais que o compõem e organizações amigas realizaram atividades em Varsóvia, Polônia, durante a cúpula de 2016, e o farão também em Bruxelas, na Bélgica, em 23 e 24 de maio deste ano.
O CMP, em coordenação com a entidade belga INTAL, realizará uma Conferência Internacional contra a OTAN em 24 de maio e participará do protesto organizado entre diferentes entidades belgas no mesmo dia, em Bruxelas. Também participará da atividade organizada pela INTAL em 23 de maio, com as falas da presidenta Socorro Gomes, do secretário-geral Thanassis Pafilis e do secretário-executivo Iraklis Tsavdaridis.
O Cebrapaz participará das atividades em Bruxelas e expressará sua rejeição à OTAN e às ameaças imperialistas contra a América Latina durante a Conferência Internacional. No Brasil, deve realizar ações que manifestem o rechaço dos anti-imperialistas brasileiros à aliança belicosa, enfatizando a ameaça imposta a todos os povos do mundo e à região.
Para mais informações sobre os eventos, escreva para cebrapaz@cebrapaz.org.br  


CMP OTAN 600px

Enviado por Monica Simoes - Coordenadora Geral CEBRAPAZ ES

"Só a ideologia tira os demônios das pessoas." Está livre Oscar Rivera


Oscar López Rivera parabéns pela vitória da tua liberdade que viva porto rico livre! És herói da pátria grande... o povo de Bolívar e Chávez te abraça com amor e na batalha, pela união e a independência da nossa América...
Carmen Diniz Ô !!! Quatro décadas em cárceres estadunidenses! E continua lúcido!
"Só a ideologia tira os demônios das pessoas."
Nota minha: Um ensinamento ...


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Nicolas Maduro: Oscar López Rivera felicidades por la Victoria de tu Libertad ¡Que Viva Puerto Rico Libre! eres Héroe de la Patria Grande... El Pueblo de Bolívar y Chávez te abraza con Amor y en Batalla, por la Unión y la Independencia de Nuestra América...


terça-feira, 16 de maio de 2017

Violencia na VENEZUELA




El relato perverso de la violencia en Venezuela

Eduardo Tamayo G.

ALAI AMLATINA, 16/05/2017.- Los grandes medios privados están construyendo un relato perverso de la violencia en Venezuela que ha penetrado en amplios sectores incluso en algunos intelectuales progresistas. Según este relato, todas las muertes (42 desde el 3 de abril de este año) y los heridos (que alcanzan a 700) son atribuidos al gobierno de Maduro, que es presentado “como una dictadura o régimen que reprime salvajemente al pueblo”.

Víctimas inocentes

Un primer recuento realizado por las autoridades venezolanas de las circunstancias en que murieron desde comienzos de abril 39 personas (1) indica que 18 de ellas no participaban en las protestas, 7 si lo hacían y 9 murieron electrocutadas en un local comercial durante los disturbios nocturnos en el sector del Valle, Caracas, en los que grupos de ultraderecha acosaron a una maternidad y se produjeron saqueos. Cinco casos aún permanecen en investigación. De estos datos llama la atención que la mayoría (el 46%) eran personas inocentes que se encontraban cerca de los lugares de las protestas, como es el caso de Almelina Carrillo, quien fue impactada por una botella de agua congelada lanzada desde un edificio, en La Candelaria (Caracas) a un grupo de simpatizantes chavistas.

Cuatro personas (Jairo Ortiz Bustamante, Daniel Queliz Araca, Christian H. Ochoa Soriano y Gruseny Antonio Canelón) fueron muertos presuntamente por agentes policiales. También perdieron la vida el sargento de la Guardia Nacional Bolivariana, Neumar Sanclemente Barrios, y el policía Gerardo Barrera. De estos casos, por lo menos dos corresponden a “falsos positivos”, es decir ejecutados por los mismos grupos violentos para atribuírselos al gobierno de Nicolás Maduro.

Doble discurso

Frecuentemente en la televisión se presentan una y otra vez noticias e imágenes (sobre todo cuando actúa la Guardia Nacional Bolivariana contra los manifestantes), se ocultan otras (por ejemplo el ataque de grupos de derecha a hospitales, escuelas y edificios públicos) y se manipulan unas terceras. Ya no importa investigar, detenerse a indagar quiénes son las víctimas, en qué circunstancias perdieron la vida, quiénes son los presuntos responsables, qué armas utilizaron, quien financia la violencia, ni mucho menos cuáles son sus objetivos y qué métodos se están utilizando.

El periodismo de investigación está en deuda en el caso de Venezuela y por supuesto esto jamás será practicado por muchos medios corporativos que desde hace muchos años forman parte de una campaña internacional en la que no solo han satanizado a Hugo Chávez (prácticamente desde que asumió el poder en 1999) y ahora con más fuerza a Maduro, sino que han difundido una imagen distorsionada de Venezuela. Ahora apoyan abiertamente a la oposición derechista en sus intentos de desestabilizar y derrocar a la revolución bolivariana.

Los líderes derechistas más visibles de la oposición (Henry Ramos Allup, Julio Borges) manejan un doble discurso en relación al conflicto venezolano, dicen que las manifestaciones son pacíficas, que se deben al descontento de la población frente a la difícil situación que vive Venezuela. Sin embargo, miran a otro lado y nunca condenan los actos violentos de sus partidarios.

Otros, en cambio son más frontales: Freddy Guevara, dirigente de Voluntad Popular y vicepresidente de la Asamblea Nacional, dice: “Me eligieron para derrocar a este maldito Gobierno”, y en este propósito, se lo ve en YouTube felicitar a los encapuchados que siembran el terror en Caracas y el resto del país.  (2) Por su lado,  Lilian Tintori, esposa de Leopoldo López, quien está encarcelado tras los hechos violentos ocurridos en 2014 en el que murieron 43 personas 700 fueron heridas, dice: “Los muertos no pueden ser en vano”. Desde comienzos de abril van 42, ¿serán ya suficientes?

Volver ingobernable a Venezuela

El objetivo de la violencia es claro: crear el caos y volver ingobernable el país con el fin de derrocar a Maduro. Luego de que ganaron la Asamblea Nacional en diciembre de 2015, el presidente de la misma, Henry Ramos Allup, declaró sin inmutarse que su objetivo era derrocar al gobierno en 6 meses. Luego, sin tener atribuciones, destituyeron tres veces al Presidente Maduro. También han descartado el diálogo propuesto por Maduro y apoyado por el Papa Francisco y la UNASUR para encontrar salidas pacíficas al conflicto. Ahora reclaman la convocatoria inmediata a elecciones, la “liberación de los presos políticos” y la apertura de “un canal humanitario para abastecer de medicinas y alimentos al país”.

Pero la estrategia violenta se complementa con otras como la desestabilización económica (manipulación de la tasa de fijación del dólar, desabastecimiento de productos vitales y de medicinas), el llamado a la intervención extranjera en el país, los intentos de aislar a Venezuela del concierto internacional, la ofensiva de la OEA dirigida por Luis Almagro y la intervención y hostilidad de Estados Unidos, entre otros.

Luz verde para el terror

Desde que la OEA adoptó, el 3 de abril, la resolución de aplicar la Carta Democrática a Venezuela, se le dio luz verde a la oposición para concretar sus propósitos desestabilizadores, señala la canciller venezolana Delcy Rodríguez. La ofensiva de la extrema derecha, aupada internacionalmente por políticos como Luis Almagro, Pedro Pablo Kuczynski, Trump, Temer, Macri, Peña Nieto, Rajoy, Santos y Uribe, y por la cúpula de la Iglesia de Venezuela, entró en una nueva fase: más violenta, más agresiva,  continuada en el tiempo y recurriendo a métodos hasta ahora desconocidos, como el asedio a las embajadas de Venezuela en el mundo, el empleo de armas de fuego, el colocar a niños al frente de las manifestaciones.  El guion ya conocido en Ucrania, Siria y otros países pretende ser reeditado en Venezuela.

Lo que aspiran, según autoridades venezolanas,  es derrocar a Maduro para tomar el poder de forma inmediata, y ser proclamados como los salvadores del pueblo de una supuesta dictadura.

La deriva violenta de la extrema derecha venezolana no mide costos (vidas humanas), recursos (está muy bien financiada), ni consecuencias: el nulo compromiso con las reglas del juego democrático (por ejemplo, el respeto del período para el que fue electo Maduro y que termina en 2018) puede llevar a un callejón sin salida, a un enfrentamiento fratricida del que se sabe cómo comienza pero nunca como termina. El pequeño –y a la vez gran detalle- es el apoyo de un sector duro de la población (la alianza cívico militar chavista),  al gobierno de Maduro y su determinación, pese a la dificultades económicas que vive el país, de mantener la revolución, profundizarla a través de la convocatoria de una Asamblea Nacional Constituyente y evitar que se repita un golpe como los que ocurrieron en Honduras, Paraguay y Brasil. De hecho, el pueblo chavista se ha mantenido permanentemente movilizado para defender la revolución, destacándose las multitudinarias manifestaciones del 19 de abril y del 1ro de Mayo. En esta última, el Presidente Maduro anunció la convocatoria a una Asamblea Nacional Constituyente para profundizar el proceso y tratar de superar por medio del diálogo la difícil situación económica, política y social por la que atraviesa el país.

Métodos más sofisticados

Como señalamos, la extrema derecha, en los últimos cuarenta días ha recurrido a nuevos métodos como la desestabilización permanente: actúa todos los días, durante todo el día y la noche, no descansa los fines de semana ni los días festivos (Semana Santa, Día de la Madre). Las protestas, generalmente pacíficas, comienzan en la mañana y duran hasta las doce o una de la tarde. Luego por la tarde (15h00-16h00) entran los grupos violentos que actúan hasta altas horas de la noche.

Entre las acciones más comunes de la oposición violenta está la interrupción de calles y avenidas, el hostigamiento a funcionarios y simpatizantes del chavismo, ataque a edificios públicos, centros de salud, cuarteles y planteles educativos, incendio de unidades de transporte público, saqueo de comercios privados, asesinatos selectivos de chavistas , entre otros.

El objetivo es desmoralizar, desgastar a las fuerzas militares y policiales, obstaculizar la movilidad de la gente, interrumpir las actividades laborales, comerciales y educativas, no permitir, en suma, que los y las venezolanos lleven una vida normal. Pretenden obtener réditos políticos con las acciones violentas, pero la mayoría de la población (incluyendo al chavismo y a la propia base social de la MUD), según varias encuestas, está cansada y las rechaza frontalmente.

La Guardia Nacional Bolivariana encargada de controlar el orden público y otros cuerpos de seguridad han sido el blanco de ataques de los grupos violentos. Como ya señalamos, dos guardias han sido asesinados, al mediodía del 15 de abril tres funcionarios (Jorge Escandón, Reinaldo Alvarado y Andrés Ospina) resultaron heridos durante una protesta opositora en la autopista del Este, municipio Naguanagua, estado de Carabobo (3). Frecuentemente reciben insultos y son atacados con bombas molotov, fuegos artificiales, pintura y piedras. En los últimos días, los manifestantes opositores lanzaron frascos con heces fecales y orina –bautizados como puputov– contra efectivos de seguridad bolivarianos (4), algo que retrata muy bien a quienes promueven estos actos.

Según Antonio González Plessmann, activista en defensa de los derechos humanos, estas acciones “tienen un sentido muy claro: provocar la reacción violenta de los cuerpos de seguridad para generar indignación y removilización en la población opositora y sostener el discurso de la existencia de un Estado represivo, que solo se sostiene por la fuerza que ejerce contra un sector pacífico de la sociedad”. (5)

La oposición y algunas ONGs manifiestan que la GNB y los agentes estatales han cometido violaciones de los derechos humanos como malos tratos en el momento de la detención, uso de balines, etc. El presidente Maduro señala que las fuerzas de seguridad, respetando el derecho constitucional a la manifestación pacífica, salen a contener las protestas sin amas, utilizando gases lacrimógenos y vehículos antimotines y haciendo el uso progresivo de la fuerza. Agrega que los agentes de los cuerpos involucrados en acciones represivas han sido puestos a disposición de la justicia, pero asegura que tampoco quedarán en la impunidad los autores de las llamadas “guarimbas” que están enlutando Venezuela.

Más que el manejo de la gestión gubernamental en Venezuela, lo que está en juego en este momento es la paz ya no solo de este país sino de todo el continente, una paz que se quebraría con una intervención extranjera ejecutada a nombre de la “crisis humanitaria”, como ya ha sucedido en otros rincones del globo.

Notas

1)    Datos presentados en las Jornadas de Discusión sobre la Asamblea Nacional Constituyente, realizado en Caracas, el 12 de mayo de 2017 organizado por el Ministerio del Poder Popular para Relaciones Exteriores de Venezuela.


3)    Telesur, MP venezolano investiga heridas a tres policías en protestashttp://www.telesurtv.net/news/MP-venezolano-investiga-heridas-a-tres-policias-en-protestas--20170515-0049.html

4)    Álvaro Verzi Rangel, La batalla de las ideas, según la pupucracia venezolana, http://www.alainet.org/es/articulo/185439

5)    Douglas Bolívar, “Es muy evidente que hay una orientación de no matar”, entrevista con Antonio González Plessmann  http://www.alainet.org/es/articulo/185443



*CTB já iniciou o #OcupeBrasília*


Dando sequência às atividades de mobilização do “Maio de Lutas”, 
os corredores da Câmara e do Senado, iniciaram esta terça-feira (16), 
com dezenas de militantes da Central dos Trabalhadores e 
Trabalhadoras do Brasil (CTB), que estão...
PORTALCTB.ORG.BR

“Os jovens continuam a revolução e o desenvolvimento do socialismo em Cuba” Antonio Mata

“Os jovens continuam a revolução e o desenvolvimento do socialismo em Cuba”

Entrevista com o cônsul de Imprensa de Cuba, Antonio Mata

André Aquino

 De forma pacífica, mas com a determinação de fazer valer a legislação internacional e, consequentemente, recuperar o território de Guantánamo. Foi a mensagem do cônsul de Imprensa de Cuba, Antonio Mata, durante a Etapa Estadual para a Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba (Conasol) –“Cuba Nos Une”, realizada no sábado, 13/05.

O evento foi promovido pela Calles - Casa America Latina, Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, Clipper Turismo e Comitê Capixaba de Solidariedade a Cuba e reuniu cerca de 100 pessoas no Sindicato dos Bancários, no Centro de Vitória.

Após o evento, Antonio Mata concedeu entrevista, quando falou sobre o histórico posicionamento pacífico de Cuba frente às divergências políticas internacionais e o atual momento de desenvolvimento de Cuba. Mata também relatou o espírito do povo cubano, agora sem seu maior líder, Fidel Castro.


 Como se pode entender a posição do Governo Cubano sobre Guantánamo e o novo presidente norte-americano, Donald Trump?

- A posição do Governo Cubano em relação ao novo presidente dos Estados Unidos tem sido uma: evitar uma grande provocação por parte dos Estados Unidos que pode propiciar uma situação muito difícil. A ocupação do território de Guantánamo pelos Estados Unidos que já dura 113 anos é uma imposição que se fez quando da ocupação norte-americana em Cuba que se obrigou, praticamente, em tempo indeterminado. A posição de Cuba é que se devolva o nosso território de forma pacífica. Essa tem sido nossa posição e que hoje se mantém. É um problema eminentemente político por parte dos Estados Unidos porque, inclusive, especialistas militares têm dito que esse uso já não procede e que, portanto, não há necessidade dessa ocupação do território cubano.


Pode-se dizer que houve um grande retrocesso nas relações entre Cuba e Estados Unidos depois que Donald Trump assumiu a Presidência?

Nosso Governo está observando e aguardando as ações que o novo governo norte-americano vai tomar com relação a Cuba.


Como resposta para os críticos, pode-se dizer que Cuba tem acentuado desenvolvimento?

Cuba é um país em processo de desenvolvimento. Todavia não podemos desenvolver mais por causa do bloqueio. O bloqueio serve para asfixiar por fome e para impedir o desenvolvimento de Cuba e tem um caráter extraterritorial. Quer dizer, os Estados Unidos tratam de perseguir companhias para dificultar o comércio com Cuba e o desenvolvimento do nosso país. E o fim do bloqueio é uma condição importante para o desenvolvimento dos mais pobres em Cuba que, em função do bloqueio, tem dificuldade para isso.

Como os cubanos estão vivendo sem a pessoa de Fidel?
O povo cubano é um povo revolucionário. Logicamente a ausência do comandante nos afeta. Mas Cuba continua leal a Fidel e os jovens continuam a revolução. A perda é muito sentida por todos, mas, isso não vai deter a continuidade do desenvolvimento do socialismo em Cuba.

O que achou do evento aqui em Vitória?
Todos os atos de solidariedade com Cuba, para Cuba tem um grande significado. É uma maneira que os amigos do povo cubano têm de mostrar seu apoio ao processo cubano, ao esforço cubano. Estamos muito agradecidos à toda solidariedade brasileira em favor de Cuba.


segunda-feira, 15 de maio de 2017

Evento de solidariedade a Cuba reúne lideranças sindicais e populares em Vitória

Evento de solidariedade a Cuba reúne lideranças sindicais e populares em Vitória
Andre Aquino- Jornalista

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Realizado pela Calles - Casa America Latina, Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz, Clipper Turismo e Comitê Capixaba de Solidariedade a Cuba o evento reuniu cerca de 100 pessoas no Sindicato dos Bancários.

A Etapa Estadual para a Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba (Conasol) –“Cuba Nos Une”, realizada na manhã de sábado, 13, na sede do Sindbancarios/ES em Vitória debateu o programa Mais Médicos, do Governo Federal – lançado durante o Governo Lula, com a presença de autoridades cubanas. A etapa nacional terá lugar em Belo Horizonte, entre os dias 15 e 18 de junho.

O evento estadual contou com a participação do cônsul de Imprensa de Cuba, Antonio Mata Salas, a coordenadora do programa mais Médicos no Estado, Rosa Venegas Pérez, a professora e representante da Cebrapaz, Mônica Simões, além de representantes de sindicatos diversos como SINTEC ES  e SINDIUPES

O evento contou com momentos musicais como a exibição de Carlos Papel e Cecitônio Coelho, e Ivan e Sônia Frizera. Outros momentos durante o evento possibilitaram a participação de varias expressões culturais.

Os artistas e a participação de comunidades diversas, dando voz a quantos quisesse falar, além dos procedimentos que envolveram a oficialização do Comitê Capixaba de Solidariedade a Cuba, levaram a um desdobramento da reunião. Portanto, dentro de 15 a 20 dias, se fará necessária a realização de um terceiro momento, com exibiçao de filme e roda de conversa sobre o tema Bloqueio Econômico.

A promoção dessa etapa ficará por conta das Brigadas de Cuba e Programa Soy Loco Por Ti, apoiados pelas instituições que compõem a rede de solidariedade Capixaba a Cuba.

Guantánamo e Mais Médicos
Antonio Mata destacou situação da Base de Guantánamo e a necessidade de sua reintegração territorial a Cuba. Mata destacou a necessidade de resistir às investidas dos interesses políticos dos Estados Unidos para preservar a soberania de Cuba e dos países latino-americanos.

“A Revolução Cubana tem que evitar uma grande provocação do governo dos Estados Unidos. Nossa posição é de nos mantermos pacíficos, porém exigimos que se devolva o território do povo cubano”

Antonio Mata e Rosa Venegas especificaram o atendimento dos médicos cubanos destacando o método consagrado por Cuba e celebrado em todo o mundo.

“A prática médica cubana vê o paciente como um todo, como um ser humano. As bases da medicina são a mesma em todo o mundo. Mas os princípios humanos que utilizamos fazem a diferença”, ressaltou Rosa Venegas.

Antonio Mata também destacou que os valores da medicina cubana são mantidos nas universidades o que garante a perpetuação da humanização do tratamento do paciente.

Participação Popular
Presentes no evento, profissionais  de saúde e representantes de comunidades atendidas pelos médicos cubanos relataram suas experiências.

- Iran Caetano, médico capixaba que recepcionou os primeiros médicos do país caribenho no Estado lembrou uma das principais preocupações daquele grupo de médicos capixabas:

“Nós nos dedicamos a mostrar aos médicos cubanos que estavam chegando, que eles seriam recebidos como irmãos pelos capixabas. A importância da participação deles aqui é reconhecida por muitos médicos de Estado.

- O representante da Amacentro, Associação de Moradores do Centro de Vitória, Everton Martins, ressaltou a aceitação da população com o atendimento dos cubanos:
“A população mais periférica, dos morros de Vitória, espelha bem a importância da chegada dos médicos cubanos. A população estava satisfeita com a forma de tratamento deles. Mas, infelizmente, com a mudança de governo, o atendimento foi modificado. Nós passamos a ter apenas dois médicos para atender uma população de cinco mil pessoas”.

- O membro do Colegiado da Fames – Federação de Associações de Moradores da Serra e diretor da Associação de Moradores de Campinho da Serra I, Marcilho Ferreira dos Santos, aproveitou a oportunidade para agradecer aos médicos cubanos:

“Na condição de usuário do SUS, nós queremos agradecer pela dedicação demonstrada ao nosso povo. Essa experiência de medicina humanizada é inesquecível e mostra que, com dedicação, é possível fazer mais pela população! As pessoas das comunidades são só elogios aos cubanos”.

- Ana Vilarino, representante da Femopovi, Federação de Movimentos Populares  de Viana, ressaltou a necessidade de ampliação do programa com a utilização de médicos do país caribenho:

“Em muitas comunidades de Viana, nos últimos meses, houve uma redução no número de médicos cubanos nas unidades de saúde. Apesar de sabermos que com o tempo, os médicos cubanos serão substituídos pelos brasileiros, a população apresenta uma identificação muito grande com os médicos de Cuba”.

- A médica cubana Yusleides Parra destacou que o envolvimento das comunidades ajudou muito os médicos de Cuba:

“A população entendeu a dificuldade inicial relacionada com a língua e, com o tempo, conseguimos driblar esse problema. Eu tenho a melhor opinião sobre o povo brasileiro e, com a ajuda dos moradores conseguimos melhorar a atenção e o acolhimento às pessoas das comunidades”.

- Izoete Gonçalves Guimarães Filho, sargento da Reserva da Polícia Militar, condenou o preconceito contra os médicos cubanos percebido no início do programa:

“Agradecemos a participação dos médicos cubanos e queremos ressaltar que o que houve quando da chegada dos cubanos foi preconceito racial, e nós condenamos isso”.

Ainda, durante o evento, a representante da Clipper Turismo, Lucília Diniz Assis, apresentou as riquezas turísticas e culturais da ilha e mostrou que Cuba tem bem mais que Havana e o balneário de Varadero.

A Noite anterior já tinha sido marcada por um encontro entre o Consul de Cuba Antonio Matas e o Presidente da CTBES , Jonas de Paula Muniz o Presidente e o diretor do SINTEC – Bernardino e Telmo Sodre ,as representantes da CALLES- Fernanda Tardin e Ana Paula Perciano, a secretaria de organização do PcdoBES Janice Muniz . Degustando uma moqueca Capixaba , a conversa girou em torno de turismo,  programas sociais e projetos trabalhistas

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