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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SUGESTÃO DE DILMA, A ABDUZIDA: "NÃO TÊM ÁGUA? BEBAM PETRÓLEO!"

A ficha ainda parece não ter caído para a presidenta Dilma Rousseff: como a Petrobrás derrete e encolhe a olhos vistos, mesmo que sobreviva ao tsunami da Operação Lava-Jato, nem remotamente disporá de recursos suficientes para a exploração do pré-sal.

Tão distante da realidade se mostram seus discursos ufanistas que ela dá a impressão de ter sido abduzida e de extraterrestres estarem controlando sua fala, quando diz que o Brasil deve usar os proventos da exploração do pré-sal como "passaporte" para melhorar a qualidade do nosso ensino. 

Que proventos, cara pálida? Pois Dilma e o PT estão entre três opções que lhes são igualmente indigestas: ou congelam os planos relativos ao pré-sal, ou privatizam a Petrobrás, ou oferecem mais vantagens aos parceiros estrangeiros. 

Isto, claro, dentro da ótica de que o pré-sal seja uma espécie de salvação da lavoura para o Brasil. Mas, será mesmo? Ou representa nossa prestimosa contribuição à marcha da insensatez?

A pergunta que não quer calar é: foi para que ele cravasse pregos no caixão da espécie humana que tanto ralamos, até conseguirmos levar um partido de esquerda ao poder? O sonho virou pesadelo?

Pois, só não vê quem não quer: o aquecimento global e as alterações climáticas já estão secando nossas torneiras, como um trailer das catástrofes terríveis que nos aguardam adiante. O petróleo é fóssil e ameaça tornar-nos, a todos, fósseis.

Vamos, por um punhado de dólares, agravar um quadro que já é dos mais agourentos? De que adiantará a melhora da qualidade do ensino, se não houver sobreviventes para aprenderem?

Talvez a Dilma, como a rainha Maria Antonieta, aponte esta solução imediata para os sedentos: "Não têm água? Bebam petróleo!". 

E mais tarde, quando estivermos sucumbindo à devastação global, complete: "Pelo menos, morremos educados!".

OUTROS DESTAQUES DO BLOGUE NÁUFRAGO DA UTOPIA (clique p/ abrir):

Leitura obrigatória; os interesses da mídia em esconder os excelentes resultados


Trabalhador da Petrobras explica o outro lado operação Lava-jato.
Assistam os dois videos. Eles esclarecem muita coisa.
Em 2014, por exemplo, a Petrobras se tornou a maior produtora de petróleo do planeta
VIOMUNDO.COM.BR

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O CHEFÃO DO OPUS DEI FORNECE MUNIÇÃO PARA O IMPEACHMENT DE DILMA

Deu no site jurídico Conjur: o advogado Ives Gandra Martins produziu parecer sobre um eventual impeachment de Dilma Rousseff, concluindo que ele é cabível mesmo não ficando comprovado que a presidenta tivesse intenção de delinquir e/ou se beneficiasse pessoalmente de práticas criminosas:
"Quando, na administração pública, o agente público permite que toda a espécie de falcatruas sejam realizadas sob sua supervisão ou falta de supervisão, caracteriza-se a atuação negligente e a improbidade administrativa por culpa. Quem é pago pelo cidadão para bem gerir a coisa pública e permite seja dilapidada por atos criminosos, é claramente negligente e deve responder por esses atos.
...o assalto aos recursos da Petrobras, perpetrado durante oito anos, de bilhões de reais, sem que a presidente do Conselho e depois presidente da República o detectasse, constitui omissão, negligência e imperícia, conformando a figura da improbidade administrativa, a ensejar a abertura de um processo de impeachment"
Conjur não explicou por que, cargas d'água, o Gandra fez tal parecer, informando apenas que teria sido a pedido de outro advogado. Depois de uma rápida pesquisa, encontrei a informação de que a encomenda partira de uma das construtoras envolvidas com o esquema de corrupção da Petrobrás. Palavra da veja.

Como o assunto parece ser muito do agrado da grande imprensa, a Folha de S. Paulo correu a publicar um relato diferente do Gandra sobre a mesma incumbência. No qual ele nega veementemente que haja empreiteira na jogada. 

Se o Gandra fosse um advogado criminalista, coitados de seus clientes! Divulgou sofregamente o parecer e até agora não conseguiu explicar direitinho para quem o preparou. Se não foi para uma das empresas encalacradas no petrolão, para quem foi? Gandra fornece somente o nome do intermediário: o advogado José de Oliveira Costa, que não teria motivo plausível para desembolsar algo entre R$ 100 mil e R$ 150 mil por mera curiosidade constitucional.

Oliveira Costa, por coincidência, é membro do Conselho do Instituto FHC, mas jura que o ex-presidente de nada sabia. E o tucano sênior sai pela tangente, afirmando apenas que "o impeachment não é uma matéria de interesse político". 

Enfim, o parecer tem uma mãe, que espalhou aos quatro ventos tê-lo colocado no mundo, e um pai não assumido. No fundo, foi mesmo é um balão de ensaio, para testar a receptividade da tese de que presidente(a) da República possa ser impedido(a) por não haver zelado adequadamente pelo patrimônio público, mesmo que inexistam evidências de ter agido com motivações ilícitas.

Outra pergunta que não quer calar é: Gandra entrou nessa apenas por dinheiro ou o Opus Dei está trabalhando nos bastidores para o impedimento de Dilma?

Pois, como todos sabem, Gandra é ninguém menos do que o principal expoente do Opus Dei no Brasil. Como tal, participou em 2006 da campanha presidencial de Geraldo Alckmin, notório membro dessa sociedade ultra-arqui-super-mega-reacionária de fundamentalistas católicos, que se tornou conhecida primeiramente na Espanha, onde teve participação marcante no governo do ditador Francisco Franco.

Tem mais: é devido à enorme influência exercida pelo Opus Dei sobre a grande imprensa que Gandra aparece tanto na mídia, abordando grandes temas nacionais e posando de eminente jurista. No próprio meio jurídico, entretanto, ele está muito longe de ser uma unanimidade como o Dalmo de Abreu Dallari, p. ex. Embasbaca os leigos, mas não os iguais.

Trata-se, na verdade, de um dos principais advogados tributaristas do País. Sua expertise é no mister de apontar aos ricaços os melhores caminhos para pagarem menos impostos e defendê-los quando acusados de sonegação. 

RAIZ do PROBLEMA: Bancos Centrais respondem a 'banqueirada' privada


Marcos Rebello compartilhou um link.

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  • Marcos Rebello "Moscou finalmente – e dolorosamente – compreendeu que os verdadeiros Masters of the Universe são os que controlam o crédito do banco central. A noção de que os bancos centrais seriam mecanismo independente é pura ficção: banco central responde à banqueirada privada." 

    Esta é a raiz de todos os males! 

    Qualquer governo de qualquer país pode se contorcer o quanto quiser para produzir qualquer combinação em PI e PE a fim de evadir-se das intrusões de interesses politicos que operam em favor do capital financeiro. Entenderam a sequência? Se o estado não tiver como controlar o seu Banco Central e MANTER OS VALORES da produção da sua sociedade, não haverá como reverter o curso dos acontecimentos. A praga é quem controla os bancos centrais em favor de bancos privados que por sua vez mandam nos mercados de valores que são o coração da sociedade produtiva! Esta, NUNCA poderá ser escravizada permitindo que o valor da sua produção seja repassado para fora do país a enriquecer outro. A legislação financeira deve ser estrita para impedir a especulação fora dos parâmetros da ética. Isto é legislação financeira! 

    Não existe liberdade quando, em contratos, um lado conscientemente engana o outro em benefício unilateral! Aí está a devida "consideração" entre as partes nos contratos. Para impedir que isto ocorra existem governos democráticos, para garantir que não haja qualquer tipo de submissão indevida (logro) nem vantagem enganosa (fraude) de uns sobre outros. 

    Hoje, como sempre, tem havido profunda falta de compreensão sobre a função da moeda e dos mecanismos de produção e controle dela. Um minoria apenas compreende esta ciência sutil que escraviza inteiras nações. 

    A história dos conflitos inicia no ponto e que uns se dão o direito de se sobreporem a outros em questão de domínio de valores! Porque ao não se contentarem com o que produzem (se produzem alguma coisa) buscam obter o que têm ou produzem outros, e isto é VALOR. Segue-se que o valor está contido no dinheiro, mas valor não é o dinheiro própriamente porque ele ganha ou perde valor, qualquer que seja o numero nele impresso. E isto é já causa de alarme em transferencia indevida de valor, porque premeditado. A sociedade precisa saber e impedir qe isto ocorra para o seu próprio beefício. 

    Para legalizar estas fraudes o FED foi criado em 1913. E para coibir ou limitar as fraudes foi concebido e estabalecido o Glass-Steagall Act de 1933. Em 1999 ele foi abolido, depois de constantes pressões, o que escancarou as portas para as fraudes massivas que causaram a crise de 2008, que persistem até hoje e são a causa do caos economico, da recessão mundial, do baixo comércio e dos conflitos. 

    Ande está a legislação brasileira com respeito à proteção dos valores nacionais? Este deve ser o foco das atenções de todos antes de buscarmos solução na PE, com acôrdos bi ou multilaterais, e na PI com medidas de crescimento economico, politica de liquidez monetária ou acerto de taxa cambial! 

    O que está sendo feito em relação à medidas complementares para que o Banco do BRICS venha a ser um esteio para a economia da sociedade? Que medidas de contenção estão sendo colocadas para inviabilizar a transferencia fraudulenta paa o exterior dos valores produzidos que o Banco do BRICS eventualmente irá viabilizar para o país? Porque, de que adiantará um banco sólido se no fundo não forem tapados os buracos por onde fazem vazar os valores para os ladrões de sempre? Aí está a raiz de todos os problems de PI e de PE. 

    Não podemos nos esquecer, nem por um dia sequer, das montanhas de valores já transferidos para o cartel financeiro no estrangeiro desde a independencia! Quem não sabe disto, é bom estudar para ficar sabendo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Luta de Classe Popular - Liberdade a MAURICIO HERNANDEZ NORAMBUENA (RAMIRO)

HOY 3 DE FEBRERO SE CUMPLEN 13 AÑOS DEL ENCARCELAMIENTO EN BRASIL DEL COMPAÑERO,COMBATIENTE INTERNACIONALISTA MAURICIO HERNANDEZ NORAMBUENA (RAMIRO), LOS CARCELEROS INTERNACIONALES SUPIERON DE SU HISTORIA, DE SU VALOR Y SU DECISIÓN DEL HOMBRE QUE CUANDO HABLA MIRA A LOS OJOS, DEL HOMBRE QUE SE INSCRIBE EN TODAS LAS BATALLAS EN PRIMERA LÍNEA, SIEMPRE AL FRENTE.
QUE NO ERAN SUFICIENTES REJAS, BARROTES Y MUROS Y LE NEGARON ESCUCHAR, MIRAR, PALPAR. SUPIERON QUE NADA DETENDRÍA A ESTE SER INDOMABLE, ADORNADO DE PASIONES, QUE NADA BASTARÍA PARA DOBLEGAR SU ENTEREZA Y LE NEGARON LA LUZ, EL SOL, LA LECTURA Y LA ESCRITURA, LA MÚSICA, LAS VISITAS, EL CONTACTO. 
Y POR MÁS QUE LO INTENTAN MAURICIO SIGUE AHÍ, DE PIE, CON SU DIGNIDAD INTACTA, CON EL VALOR DE SIEMPRE COMO UN ROBLE SE MANTIENE VIVO EN ESE CALVARIO DE CÁRCEL INHUMANA.
SOLIDARIZAR CON LA CAMPAÑA TE QUEREMOS LIBRE RAMIRO.

FIN AL RÉGIMEN DE EXTREMO AISLAMIENTO INHUMANO POR 13 AÑOS 
A MAURICIO HERNÁNDEZ NORAMBUENA (RAMIRO) FPMR

Petrobrax... Nesta luta devemos também lembrar...


3 h · 
Marcos Rebello :
Vale o flash back!
FHC afundou a P36 para tentar provar que a Petrobras não era bem administrada pelo estado! A oposição e a mídia não engolem essa verdade nem a pau!

Petrobrax...
Nesta luta devemos também lembrar constantemente certas informações que a mídia oculta. Por exemplo: a prática de autorizar a Petrobras a contratar sem licitação foi iniciativa de FHC, através de um decreto de 1998, decreto este confirmado pelo STF.
Apenas entre 2001 e 2002 foram R$ 25 bilhões de compras da Petrobras sem licitação, o que significa U$ 12,5 bilhões por ano. Isso permite concluir que entre a edição do decreto e o fim do governo FHC foram gastos cerca de R$ 50 bilhões em compras sem licitação e estamos falando de valores de 13 anos atrás sem atualização.
Foi a época da Petrobrax, quando chegou a ser anunciada com pompa e circunstância que a estatal iria mudar de nome, o que não conseguiram fazer graças à resistência do povo. Mas só a feitura da logo, trocando o “bras” por “brax”, custou, no ano 2.000, a bagatela de R$ 700 mil, o que em valores corrigidos significa mais de R$ 2 milhões, só para fazer uma logo!
Mas a mídia na época não fazia editoriais pedindo apuração drástica. O MP dormia em berço esplêndido e quando a oposição denunciava os jornalões logo acusavam os opositores de “objetivos políticos”.
(no BLOG DE UM SEM-MÍDIA)

OBAMA ADMITE PARTICIPAÇÃO EM GOLPE NA UCRÂNIA


Fernanda Tardin Tardin compartilhou a foto de Revista Opera.
3 h · 
cretinagem em inglès se escreve como?
OBAMA ADMITE PARTICIPAÇÃO EM GOLPE NA UCRÂNIA
Em uma entrevista recente à CNN o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, 
admitiu abertamente que os EUA tiveram participação no golpe na Ucrânia.
"[...] fizemos um acordo para a transição de poder na Ucrânia", disse o Presidente.
Não se trata de uma novidade, no entanto. No ano passado uma conversa gravada entre 
o Embaixador dos EUA na Ucrânia, Geoffrey Pyatt, e a Secretária Assistente de Estado 
para Assuntos da Europa e Eurásia, Victoria Nulland, já havia revelado a participação
 americana no processo ucraniano.
Na conversa, Nulland sugere o nome de Yarseniy Yatseniuk para a liderança do governo.
 Yatseniuk hoje é o primeiro-ministro do país, e sua fundação, a "OpenUkraine", tem como
 parceiros instituições como a Rennaissance Foudation, de George Soros, OTAN e 
Departamento de Estado Americano.
(Foto: Carolyn Kaster/AP)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

APOSTANDO NA FISIOLOGIA, DILMA SE TORNARÁ REFÉM DOS RATOS.

O PT moveu céus, terras, cargos e recursos públicos na tentativa de impedir que a presidência da Câmara Federal passasse às mãos do rebelde Eduardo Cunha, do PMDB-RJ, tido como talvez favorável (não há certeza disto) à abertura de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff. 

Sofreu acachapante derrota. E já se comenta que aumentará o investimento em fisiologia, apostando alto para evitar o que pode ser apenas um fantasma a arrastar correntes nos seus pesadelos.

Mas, bem real é a lição deixada pela batalha perdida: quem acredita que conseguirá atravessar uma tempestade confiando em ratos, esquece que os roedores são os primeiros a abandonar barcos que estejam ou possam estar afundando. Então, por mais queijo que lhes dermos, na hora H poderão se bandear para o lado de um inimigo que ofereça mais.


Melhor fará Dilma, portanto, se não aumentar os lances nesse leilão de mafuá, mas, pelo contrário, confiar a sobrevivência do seu governo ao povo, reconquistando o apoio das ruas ao fazer o que o PT sempre prometeu que faria: o saneamento dos costumes políticos brasileiros.

Ou passará o restante do seu segundo mandato como refém da rataria... se não cair de podre pelo cominho.

Para quem é ou foi de esquerda,  mais vale cair lutando, com a dignidade de um Salvador Allende, do que ser despachado com um pé na bunda, como o Fernando Collor.


Obs.: escrito e divulgado o texto acima, fiquei com uma incômoda sensação de déjà vu, como se algo me houvesse escapado. Até que a ficha caiu: tratava-se de uma possível semelhança com a manobra executada por outros ratos quando a ditadura militar chegava ao fim.

Em 1984, Tancredo Neves  tramou com parlamentares governistas, até então repulsivos capachos dos fardados, uma jogada para todos se darem bem na transição.


Primeiramente os ditos cujos (talvez o termo sujos lhes caia melhor...) ajudaram, com seus votos, a derrotar a emenda Dante de Oliveira, pois o restabelecimento das eleições diretas só beneficiaria um rival comum: Leonel Brizola, o franco favorito nas urnas.


Depois, desertaram do partido governamental (o PDS) e, sob a nova identidade de PFL, deram a Tancredo os votos necessários para ele vencer a disputa com Paulo Maluf no colégio eleitoral. 

Como recompensa estipulada, tornaram-se sócios da Nova República. Como recompensa imprevista, a Presidência lhes caiu no colo, pois um dos seus, José Sarney (arenoso até a medula, embora tenha escolhido o PMDB como seu novo abrigo), a acabou herdando com a morte de Tancredo.


O que acabamos de assistir na eleição da Câmara pode ter sido outro êxodo de ratos para garantirem sua continuidade no poder se este mudar de mãos. 


E aí, claro, Cunha não seria nenhum rebelde, mas sim o pé que o PMDB fincou no governo que resultará de um eventual impeachment de Dilma, enquanto Michel Temer continua com seu pé bem fincado no governo atual.


Não esqueçam que estamos falando de ratos.


Latuff, BDS a Mekorot





Enviado por Alfonso Sierra

O declínio: inserção internacional do Brasil (2011-2014)

Revista Brasileira de Política Internacional


Rev. bras. polít. int. vol.57 no.2 Brasília July/Dec. 2014


http://dx.doi.org/10.1590/0034-7329201400308

O declínio: inserção internacional do Brasil (2011-2014)
 
 
Amado Luiz Cervo * , Antônio Carlos Lessa **


*Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil (amado.l.cervo@gmail.com)

**Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil (aclessa@gmail.com)

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ABSTRACT
 
No artigo são examinados os fundamentos da inserção internacional do Brasil sob o primeiro governo da Presidente Dilma Rousseff (2011-2014). São analisadas as causas da perda de eficiência da estratégia de ação internacional adotada no governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2010), a partir da elaboração de hipótese analítica relacionada com a ideia de declínio relativo.


ABSTRACT


In the article we examine the foundations of international insertion of Brazil in the first government of President Dilma Rousseff (2011-2014). The causes of the loss of efficiency of the international action taken in the government of Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), is considered under the elaboration of the analytical hypothesis of relative decline.

Key words: Dilma Rousseff Administration; Brazil's international insertion; Brazilian Foreign Policy

 


Introdução


As relações internacionais do Brasil atravessam, durante os quatro anos do primeiro governo de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014, um período caracterizado pelo declínio relativamente ao período correspondente aos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2010, quando se lidava com o conceito "ascensão".

Neste trabalho serão examinados causas e indicadores como base empírica para elaboração do conceito de declínio. Sobressai, nesse sentido, a dificuldade do Estado em manter o diálogo intenso e confiante com os segmentos dinâmicos da sociedade de que resultara a ascensão brasileira como potência emergente. Outros problemas de pesquisa foram identificados sem dificuldade. Que foi feito do multilateralismo humanitário do país? Em que medida, coalizões, blocos e parcerias bilaterais alimentam a vocação globalista do país? Um passo para a maturidade sistêmica da economia nacional havia-se dado mediante a expansão de empresas brasileiras no exterior: como evolui a tendência da internacionalização econômica? Enfim, a preocupação com a segurança internacional, bem como no entorno geográfico e no Atlântico sul.

O declínio do Brasil nas relações internacionais é, pois, eleito nesse texto como hipótese analítica aplicável ao período do primeiro mandato de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2014. O fenômeno é perceptível desde a transição do governo de Lula da Silva para a sua sucessora e afeta a inserção internacional da potência emergente. A tendência mantém-se depois por efeito de duas causalidades que correspondem a variáveis explicativas. Em primeiro lugar, a inexistência de ideias força, ou seja, de conceitos operacionais com capacidade de movimentar sociedade e Estado em torno de estratégias de ação externa; em segundo lugar, obstáculos acumulados pelo Estado com perda de eficiência da função gestora de caráter indutor.
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Íntegra do artigo no link abaixo:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292014000200133&lng=en&nrm=iso&tlng=en#aff1

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MEUS COMENTÁRIOS EM GERAL


Não se faz nada sem a mídia - a mídia pauta, mas tambem condena, enaltece ou simplesmente menciona para constar. Mas sempre com um objetivo primário ou um vetor de intenções secundárias para moldar a percepção da realidade. Ou seja, se não está no radar da mídia, não existe e não se comenta. O resultado é que não há tração naquilo que seja prioridade de governo se quem manda na mídia não aprova!

Hoje esta mídia opera em overdrive para encarecer e sustentar uma política de contrariedade ao BRICS. Esta política se resume na camuflagem de duas frentes de ação: estrangulamento do multilateralismo no berço e alimentação da guerra ao terror, concebido e bem gestado, diga-se de passagem, para produzir os efeitos globais atuais. Esta dobradinha, se não desmancha as iniciativas de auto-sustentação de países como o Brasil, inviabiliza todas aquelas com o propósito de estabelecer e cimentar vínculos bilaterais porque preferem o alinhamento automático com o eixo unipolar em vez de se reagruparem diferentemente em uma multipolaridade liberalizante. Neste ralo de politicas de "defesa à democracia ocidental" caem as verbas destinadas ao Itamaraty por inviabilidade de engajamento produtivo, o que não é de se surpreender!

Por outro lado, tendo como propósito o esvaziamento economico dos países, o comércio internacional é inibido pelas políticas de guerras cambiais e expansões monetárias para tapar déficits orçamentários e cumprir compromissos de dívidas ainda que assaltados pela especulação financeira que transfere valores à matrizes bancárias hoje tambem corretoras em todas as praças do mercado mundial.

Governos de países vulneráveis, que são a esmagadora maioria desprovidos de recursos próprios porque penalizados pela transferencia automática de valores que resulta em dependência e possibilidade de repentino esvaziamento político, sentem uma mistura de receio de ficar fora do circuito financeiro e precaução contra uma desestabilização política interna, algo realmente corriqueiro no modelo atual das RIs. Ou seja, o político está de tal forma dependente do financeiro e as duas situações são tão próximas uma da outra que uma mudança de política de governo, ou mesmo estratégia de estado, é virtualmente impossivel. Daí a extrema cautela em operacionalizar o Banco do BRICS, especialmente quando o sistema é impulsionado por uma só moeda e balizado por uma central de operações.

De nada ajudam versões do conservadorismo ou o liberalismo economico desde que ambos dependem igualmente do capital financeiro que age impune, mas agora sob visível assalto pela troca do dolar por moedas nacionais no intercâmbio comercial. Daí as politicas na UE refletirem a dinâmica entrópica na economia e nas RIs para satisfazer os ditames do centro do capital especulativo que tem na política de pressões e embargos economicos um braço, e defesa armada outro de ação eficaz.

A declarada "luta contra o terror" é então uma conveniência para dar crédito e vasão às mais variadas excursões militares na manutenção do sistema. Isso quando grupos terroristas não agem em outras áreas de interesse totalmente desimpedidos e nenhum governo, muito menos a mídia, criam caso. Pesos e medidas diferentes, claro! Mas os comentadores políticos nas TVs da maioria dos países mantém o emprego cumprindo uma linha editorial muito bem paga, ou freelancers não ousam distoar para manter o engajamento.

Este é o direito internacional que na maioria das vezes abona ou se cala diante dos estragos colaterais de bombardeios cirurgicos em áreas civís, geralmente em país produtor de petróleo que precisa ser "democratizado" com cada vez maiores doses de brutalidade! Fica sem mencionar, na confusão, que não há espaço para politicas de governo que discorde e ache de direito estabelecer relação de cooperação com o país vítima, porque todos se encolhem diante da barbárie. Esta perversão de valores então passa a ser de direito! Inclusive o CS da ONU fica inoperante, e o silêncio é ensurdecedor!

Então, parada gay e anti-aborto se confundem no espectro das conveniências das políticas sociais internas de vários países para assegurar tanto o controle da consciência social como o inconsciente coletivo, enquanto o Dow Jones Industrials bate recordes em Wall Street, a Goldman Sachs arrecada dezenas de bilhões e o FED não pára de comprar títulos do governo dando prosseguimento ao Quantitative Easing a fim de financiar o sonho de consumo. Oh, how easy it is! Mas quão dificil para Dilma Rousseff produzir ou focar em uma idéia força que retire o Brasil do marasma, ou melhor, que impulsione o Brasil para uma inserção efetiva no "lá fora em algum lugar" e deixe de ser o gigante que nutre o desejo doentio de ser encubador de sonhos alheios, seja por imposição, erro inconsequente, ou perfilamento consciente.


Rebello

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