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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Um convite ao silêncio

Enviado por Vitor Buaiz

Um convite ao silêncio

Paula Cajaty (publicado no jornal RASCUNHO 170, Junho 2014)
 

O romance Aldeia do silêncio” de Frei Betto é ambicioso. Digno dos grandes pensadores-teólogos que escreveram sobre moral, ética e filosofia, como Tomás de Aquino e Santo Agostinho, Betto conta a história de Nemo (em latim, ninguém), um homem que passou a vida em uma aldeia longínqua e esquecida do mundo ao lado de seu avô, sua mãe, um cachorro e um urubu. É durante sua internação em um hospital - durante 17 anos, até morrer - que ele aprende a escrever, e resolve contar a sua vida passada na aldeia, em contraste com o que vêno mundo urbano.

 

Sim, é bem verdade que hánecessidade de se abstrair a questão narrativa. A proposição da origem do personagem principal éum tanto questionável: o refinamento de seu pensamento filosófico e da articulação narrativa não condizem com sua origem rude. E, mais ainda, se é verdade que o protagonista busca o silêncio, inclusive o interior, nãéisso o que vemos na intensa articulação de palavras em pensamento.

 

Mas isso é um detalhe menor ante a magnitude da obra. Se o mote do livro é discutível, não o é o seu conteúdo. Frei Betto alça voo com as palavras, em reflexões preciosas, poéticas, necessárias e precisas. Seu Nemo é apenas um canal para dar voz a profundasquestões filosóficaséticas e existenciais, atualizadas com o mundo pós-smartphones, pós-facebook e pós-whatsup.

 

Aliás, o próprio Frei Betto, em bate-papo com Claudiney Ferreira (ItaúCultural) revelou que a origem do livro foi exatamente essa: ao observar cinco jovens em uma mesa, cada um com seu celular, em silêncio, começou a refletir sobre os tempos atuais e a própria relação do homem com o tempo.Após cinquenta e seis (56) obras publicadas, traduzidas para 24 idiomas, além de participações em antologias, coletâneas - exibindo uma obra já magnífica - duas vezes ganhador do Prêmio Jabuti, Frei Betto ainda guarda a capacidade de observação e crítica, com olhos renovados, do futuro que espreitaà sua volta.

 

Frei Betto nota com propriedade essa mudança no comportamento humano e nos alerta: na sociedade do espetáculo, perdemos o senso entre o privado e o público, e também entre o interior e o exterior. Em lugares públicos, nos refugiamos na tela de celulares; em um elevador, zapeamos no celular para evitar o constrangimento de cumprimentar desconhecidos. Em lugares privados, gravamos vídeos e os compartilhamos para o mundo inteiro e logo um almoço familiar se torna digno de publicações com fotos de comida, e um simples passeio na praia de dois namorados pode se tornar um ensaio fotográfico pré-núpcias.

 

O convite de Nemo é caminhar exatamente na via oposta: Agora sei, fora da aldeia, o quanto as pessoas são movidas pela ânsia de fazer, fazer, fazer. Lá, o melhor fazer era não fazer nada. Deixar-se estar, apenas ser. Ênstase - livre das sutilezas da mente e dos fantasmas do espírito. Mergulho no vácuo interior. () O silêncio é todo ele feito de nuanças. Não há umaúnica forma de silêncio. Hámúltiplas.

 

O convite de Frei Betto é refletir sobre tudo o que escrevemos e falamos, hoje mais do que nunca, e em inúmeras instâncias: Posso apagar o que escrevo. O que falo, jamais. Falar é como derramar cafésobre o lençol. Não há como anular o incidente. A palavra proferida incide irreversivelmente sobre a realidade. Impossível silenciar o que foi dito. Posso tentar corrigir, mudar de opinião, desdizer-me. Mas para isso terei de utilizar mais palavras (). Mais do que nunca, hoje somos prisioneiros das palavras ditas em redes sociais, em entrevistas que não se deixam esquecer. Tal, é, aliás, a nova vertente que surge no direito pós-midiático: o direito ao esquecimento, direito de todos nós de que seja esquecido (pela mídia, pelas redes sociais) algo que tenha sido dito ou feito, ainda que um fato verídico. Até criminosos possuem direito de que seus crimes não tenham mais efeito, enquanto usuários do Facebook não se dão conta de que têm sua vida inteira catalogada e analisada, eternamente.

 

Voltando ao romance, que tece a própria filosofia do silêncio, Frei Betto traz a riqueza de Guimarães Rosa, com a criação de palavras novas, e a delicadeza de Mario Quintana, na descrição inocente da beleza que reside nas pequenas coisas. Evoca também Manoel de Barros, com sua capacidade de observar a natureza como criança e exaltar o bucolismo como modo de se resgatar uma humanidade que se perde cada vez mais no cimento das cidades. São tantas as alusões a cânones da literatura brasileira, que a cada parágrafo entrevemos Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, João Cabral de Mello Neto, em um texto exímio e coeso, forte e pungente.

 

Frei Betto ainda dialoga com livros que impõe um isolamento para um encontro metafísico, como A Cabana, seguindo o movimento do protagonista que, em um local ermo e longínquo cercado de paz e silêncio, tem a oportunidade de encontrar-se consigo mesmo, com suas emoções, e com a divindade suprema. Em sua Aldeia, Nemo podia ouvir a Deus nos extremos do silêncio interior e nos pequenos ruídos da natureza.

 

Para quem tem o hábito de ler livros sublinhando as melhores frases, é melhor esquecer a lapiseira. Aldeia do silêncio” é um livro em que todas as frases são iluminadas: dispensam o destaque de sublinhados, marcações, comentários e hidrocores. São poucos e mágicos os livros em que isso acontece. É possível, por vezes, ao se voltar à leitura, ter vontade de caminhar algumas folhas para trás, apenas para entrar de novo na aura poética da narrativa. As figuras de linguagemsão sempre cabíveis e bem colocadas, sem exageros, sem lugares comuns, sem repetições cansadas de frases batidas.

 

A obra é rica em pérolas filosóficas:A aldeia não era propriamente um lugar; era uma ferida aberta no dorso da Terra.O vento penteia as árvores na primavera para descabelá-las no outono.A vidaé feita mais de perguntas que de respostas.A realidade é filha da fantasia.Não se pode renegar o que se foi. Esta é uma lei absoluta, lei que marca a nossa existência.;A boca trai coração; os olhos jamais.; "A palavra é dia; o silêncio, noite.; entre tantas e inúmeras outras. Encontrar aAldeia do silêncio” é como voltar ao Éden, ou a uma espécie de Eldorado literário. Muito embora não possamos permanecer nesses lugares idílicos para sempre, eles de certa forma nos transformam e assim se tornam, eternamente, parte de nós.

 

 

 

 

Trecho

 

"Foi ali, imóvel sobre a pedra, que me veio a revelação. Não veio de cima, dos céus, do além. Veio do mais profundo de mim mesmo, dos bastidores de meu íntimo, de lá onde a mente não alcança, a imaginação não concebe, as palavras não traduzem. Fez-se silêncio em meu entendimento, a memória serenou, a imaginação refluiu, a vontade aquietou.

Senti-me inundado pelo paradoxo - emaranhado de paralelas que se encontram no infinito. Soava em mim uma música silenciosa. Descobri que o tudo é o nada, o escuro é o claro, o eu é o outro, o vazio é o pleno, e a dor é o amor. Operou-se em meu ser a síntese. Puro dom."

DILMAIS : De Guerreira Pra Guerreira.




Essa é a minha amiga Dilma Rousseff, a mulher que aqui esteve
 comigo ontem, na porta do banheiro, a me dizer tudo sobre o câncer,
 acariciou e viu a minha cicatriz, olhos nos olhos , o olhar mais honesto
 que já vi. A mulher detém o PODER de ser a mais poderosa do planeta 
por merecimento e todos os canalhas tremem ao lado dela. 
Ela é luz, ela é MULHER, ela venceu a luta, e venceu o câncer. 
É um exemplo, é humana . Aqui estava a Dilma que todos temem 
e que o POVO ama. Sem palavras que possam definir , é completamente
 intransmissível decifrar esse momento. Meu e dela, mais nada. 
Não havia ninguém ao nosso redor, só havia eu a ouvi-la e ela a ouvir-me.
 Eu e ela , cansadas dos compromissos , eu sentia dores e ela me contava 
do que ela passou e me dizia de como foi todo o tratamento que ela fez e 
que eu estou fazendo. Dizia que estou apenas no inicio e que eu , assim 
como ela não nascemos com a característica da derrota. Somos mulheres
 e somos mulheres que lutam e que vencem. Aqui , eu estava fraca e ela 
me levantou e eu me fortaleci novamente.

Foto: Essa é a minha amiga Dilma Rousseff, a mulher que aqui esteve comigo ontem, na porta do banheiro, a me dizer tudo sobre o câncer, acariciou e viu a minha cicatriz, olhos nos olhos , o olhar mais honesto que já vi. A mulher detém o PODER de ser a   mais poderosa do planeta por merecimento e todos os canalhas tremem ao lado dela. Ela é luz, ela é MULHER, ela venceu a luta, e venceu o câncer. É um exemplo, é humana . Aqui estava a Dilma que todos temem  e que o POVO ama. Sem palavras que possam definir , é completamente intransmissível decifrar esse momento. Meu e dela, mais nada. Não havia ninguém ao nosso redor, só havia eu  a ouvi-la e ela a ouvir-me. Eu e ela , cansadas dos compromissos , eu sentia dores e ela me contava do que ela passou e me dizia de como foi todo o tratamento que ela fez e que eu estou fazendo. Dizia que estou apenas no inicio e que eu , assim como ela não nascemos com a característica da derrota. Somos mulheres e somos mulheres que lutam e que vencem. Aqui , eu estava fraca e   ela me levantou e eu me fortaleci novamente.

E adorei. a 'grande mídia' chegou se achando. e está se achando em algum lugar pois , sem credenciamento, foram colocados para o lado de fora. rsrs


MST capacita militantes engajados com a educação popular.

 MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.
há 35 minutos
Estágio de vivência contribui na formação de educadores populares

http://www.mst.org.br/node/16259

Cerca de 80 pessoas participaram do 
VIII Estágio de Vivência e Intervenção 
em Áreas de Reforma Agrária na Bahia,
 entre os dias 13 de junho a 1° de julho. 
Um dos objetivos está em capacitar militantes engajados com a educação popular.

Foto: Estágio de vivência contribui na formação de educadores populares

http://www.mst.org.br/node/16259

Cerca de 80 pessoas participaram do VIII Estágio de Vivência e Intervenção em Áreas de Reforma Agrária na Bahia, entre os dias 13 de julno a 1° de julho. Um dos objetivos está em capacitar militantes engajados com a educação popular.

BOM DILMAis! Um cometa passou no ES.

Dilma - Dilma SIM.  sim, a Presidenta  cúmplice do POVO: Ontem, em Vitória-ES colocou no lugar de honra quem de fato merece as glorias: O POVO.

via Ana Paula Perciano.
há 2 horas
tá virando.. um país de todos


Momento emocionante, de animação e alegria na visita da presidenta Dilma Rouseff ao Município de Vila Velha na manhã de hoje, inaugurando um conjunto habitacional de 496 unidades do Programa Minha Casa Minha Vida, no bairro de Jabaeté. A Presidenta ainda fez importantes anúncios para o Espírito Santo. disse informou sobre a publicação de um novo edital para o aeroporto de Vitória, já que o atual processo não será liberado pelo TCU; anunciou também a publicação do edital para a duplicação de 51 quilômetros da BR 262, no trecho entre Viana e Victor Hugo, Domingos Martins; e ainda a ampliação do caias de Atalaia, em Paul, VV; e obras de mobilidade urbana em Vila Velha e na Serra. Depois Dilma seguiu para a cerimônia de formatura dos alunos do Pronatec ES que já investiu na formação de 188 mil pessoas no Estado.
 

terça-feira, 1 de julho de 2014

A direita nacional e internacional face ao Brasil está dando um tiro no próprio pé

Enviada por Vitor Buaiz

A direita nacional e internacional face ao Brasil está dando um tiro no próprio pé

29/06/2014
Estou publicando este artigo do Governador do Rio Grande do Sul – Tarso Genro – considerado ninguém outro que o sociólogo eminente de Coimbra e de Austin (USA) Boaventura de Souza Santos como um dos maiores intelectuais do Grande Sul do Mundo. O título de sua reflexão não esse que dei acima.Ele é mais objetivo e analítico e lhe deu o título correto A INTERNACIONAL DO CAPITAL FINANCEIRO, artigo publicado noBoletim Carta Maior de 29 de junho de 2014. Ele vem dar razão a argumentos que tenho brandido com frequência nos meus artigos sobre a voracidade do capital e sobre a espantosa e vergonhosa acumulacão que os rentistas e outras elites brasileiras detém e sobre a qual quase nunca se fala: quinze (15) famílias detem 5% do PIB nacional e 5 mil delas 45% do PIB segundo dados do especialista Marcio Porchmann. Muitos dentre estes que se filiam a visões conservadoras em política e com parquíssimo sentido social e secundados pela midia corporativa que os serve ou que controlam, fizeram profecias lúgubres sobre o fracasso da Copa Mundial, da desorganização generalizada, da bagunça social….E erraram feio. Até os grandes jornais estrangeiros seja americanos seja europeus que no início comungavam com tais visões, tiveram que reconhecer como as coisas estão fluindo a contento, como o povo  recebe os visitantes com grande hospitalidade e como prevalece a ordem sobre qualquer eventual desordem. Tarso Genro com este artigo alarga nossos horizontes para entendermos uma trama mundial, orquestrada pelo capital especulativo e até por setores governamentais dos países centrais com pretensões hegemônicas sobre o resto do mundo para criar uma imagem negativa do Brasil, quer queiramos ou não, a única  potência relevante do Sul do Mundo e que, por sua riqueza ecológica e de seu povo, pode ajudar a definir os destinos futuros do mundo, ameaçado pela crise perversa do capital (que quer afogar todo um pais como a Argentina) e pelo caos climático que tantas vítimas está fazendo mundo afora. Vale a pena ler este texto lúcido, desprendido de preconceitos, para entendermos os rumos que está tomando o mundo e dentro dele o papel que cabe ao  Brasil:  Leonardo Boff
 Tarso Tenro, Governador do Rio Grande do Sul
Arquivo
A revista Forbes publicou em maio deste ano que 5% do PIB brasileiro está nas mãos de quinze ilustres famílias, que detém um patrimônio de 269 bilhões de reais. Thomas Piketty, autor do“O Capital no Século 21″– mencionado por Paul Krugman como provavelmente o mais importante livro de economia desta década – é autor de uma frase de uma obviedade alarmante nos dias que correm, mas que passa ter valor especial porque é formulada, não por um inimigo do capitalismo, mas por um insatisfeito com os seus rumos atuais: “os poucos que estão no topo  – diz Thomas – tendem a apropriar-se de uma grande parcela da riqueza nacional, à custa da classe média baixa” e que “isso já aconteceu no passado e pode voltar a acontecer no futuro”.
O remédio apontado pelo autor, um imposto global progressivo, vai precisamente contra a tendência autorizada pelas grandes agências financeiras, públicas e privadas, de importância no mundo, como se vê nas medidas em andamento nos países da União Europeia, que pretendem recuperar suas combalidas economias. Estudo recente, publicado pelo “El País” (22 jun. 2014), mostra 10% de queda nos gastos de alimentação da população espanhola no ano de 2013, o que atinge diretamente o consumo básico dos assalariados, aposentados e desempregados, que vivem da parca ajuda estatal.
No âmbito da crise, os índices de pobreza, já alarmantes, aumentaram gravemente  nos Estados Unidos, pois hoje já afetam 46 milhões de norte-americanos, maior cifra dos últimos 50 anos, que deve ser combinada com o aumento da renda dos 1% mais ricos, em 9%, nos últimos 35 anos. (“Página 12″, 23 jun.14, baseado em estudos do professor Abraham Lowenthal, emérito da Universidade do Sul da Califórnia). Os Estados Unidos, como se sabe, superam a União Europeia em desigualdade, pois nesta a maior concentração de renda está com 10% da população e nos EUA a maior concentração de renda, em termos relativos, está com 1% da população.
Cabe um comparativo latino-americano, para verificarmos como os diferentes países colocados na cena mundial globalizada, reagem perante os dissabores da atual crise do capital. Recentemente os nossos “especialistas” em desastres econômicos – sempre atentos aos interesses especulativos e manipulações políticas no mercado de ações -passaram a mostrar a genialidade da direita mexicana para lidar com o baixo crescimento e a pobreza. Quando se depararam com as estatísticas – a partir de 2003 a economia brasileira cresceu 45,44% e a economia mexicana, no mesmo período, cresceu 30,471% – o México desapareceu das suas colunas proféticas. Mormente porque ficaria chato revelar que a participação dos salários na renda nacional, no Brasil é de 45% e no México é de 29%.  Ou seja, o Brasil cresceu muito mais com menos desigualdade.
Esse rápido repasse na crise do capitalismo, presidido pela agenda neoliberal, serve para ilustrar a guerra de interpretações travada no meio intelectual, pelas redes e pelos órgãos de imprensa tradicional, entre as lideranças das mais diversas posições do espectro político. De um lado, estão os que entendem que a crise ocorre  porque todas as “reformas”, necessárias para o reinado completo do capital financeiro sobre a vida pública e sobre os estados (capturados pelas agências que  especulam com a dívida pública, para acumular sem trabalho) aquelas reformas, repito, não foram feitas pelos governos. Por isso, as baixas taxas de crescimento, o aumento da pobreza e do desemprego.
Num outro polo, os que, por diversos meios e com diversas gradações,  sustentam que a decomposição da socialdemocracia, em nome de um “ajuste” conservador e predatório dos direitos sociais  (com a renúncia de uma agenda socialista ou democrático-social verdadeira), significou a vitória dos valores dos que “estão no topo”, como diz Piketty. E que a pretensão verdadeira daquela agenda é desapropriar os direitos sociais, que vem sendo conquistados desde o Século 19, para conformar uma sociedade dos mais aptos, dirigida pelos mais fortes e mais ricos, capazes de se servir das grandes transformações tecnológicas, distribuindo migalhas de sobrevivência para a maioria da população, tendo como intermediária uma pequena e rica classe média, apartada nos seus condomínios ou pequenos bairros com segurança privada.
A campanha contra o Governo brasileiro e contra o Estado brasileiro, desencadeada pelos órgãos de imprensa e partidos políticos vinculados à primeira posição, no mundo inteiro,  passava a imagem de um país degradado na sua vida pública, com autoridades incapazes de acolher um evento como a Copa do Mundo, incompetentes para dar segurança às autoridades de fora do país e ineptos para a realização da própria competição. Esta campanha, no entanto,  não foi um mero mau humor da direita mundial. Foi nitidamente uma orquestração política de caráter estratégico  para desmoralizar um BRIC que, com seus avanços e recuos, com as suas vacilações e posições ousadas, já tinha demonstrado que é possível crescer, distribuir renda, cuidar da vida dos mais pobres e excluídos e, ainda,  exercer um papel político no cenário internacional,  com certa margem de autodeterminação e soberania, criticando o neoliberalismo com as “costas quentes”. À esquerda ultra-radical isso parece pouco, mas,  examinada a situação internacional e a própria fragilidade interna das bases políticas para desenvolver estas ações de resistência, convenhamos que é um feito extraordinária que nenhum governo, pelo mundo afora, conseguiu realizar com tal amplitude.
O mais grave é que os veículos de comunicação tradicionais do país, não só repassaram este pânico desmoralizante da nação e das suas instituições, como alimentaram com falsas informações os veículos externos. Trabalharam diretamente contra o Brasil, embora já ensaiem uma autocrítica oportunista, Não se tratou de mero equívoco, mas de parceria política, porque, para estes grupos, nunca se coloca como real a disjuntiva “Soberania X Dependência”, ou “Estado Social x Estado Mínimo”, ou “Cooperação Interdepende x Subordinação Dependente”, ou mesmo “Democracia x Autoritarismo”. Porque soberania, estado social, cooperação sem submissão, sempre apontam para mais democracia (não menos democracia), para mais participação das pessoas na política e na renda (não menos participação)  e as receitas europeias para resolver as crises são incompatíveis com tais conquistas da modernidade.
O traço material desta aliança e da campanha contra o Brasil é o interesse em ganhar dinheiro com a dívida pública, gerando instabilidade e desconfiança nos governos ou submetendo as nações a governos dóceis e à agenda da redução das funções públicas do Estado. A ideologia da aliança é o liberalismo econômico, ora ornamentado com traços de fascismo e intolerância, ora casado com a austeridade fiscal. Ela tanto pode arrastar as classes médias para os protestos, como atiçar o “lúmpen” para fazer quebradeiras de bens públicos e privados -principalmente bens públicos – assim esvaziando os movimento sociais e políticos de esquerda, que estão insatisfeitos, com justiça, com os limites que já bloqueiam o crescimento econômico e impedem  a melhoria da qualidade do serviços públicos nas áreas da saúde, transporte e segurança, principalmente nas grandes regiões metropolitanas. A repressão, então, por este mecanismo perverso de isolamento dos lutadores sociais, aparece legitimada para a maioria da sociedade, que não se identifica com a violência gratuita à margem da lei, aceitando uma violência do Estado, que julga “necessária”, mesmo que muitas vezes também à margem da lei.
Arrisco dizer que, diferentemente das crises clássicas do capitalismo – como na crise de 29 e  na crise “do petróleo” nos anos 70 – a crise atual se diferencia, enquanto crise política conjugada com a crise econômica,  por encontrar o capital com um grau organização mais complexo e sofisticado, sem aparência imediata, mas mais capaz de interferir rapidamente sobre os Estados, sem guerras extensivas e ocupações militares em todos os territórios de domínio. De um lado, há uma verdadeira “Internacional do Capital Financeiro”, com seus tentáculos internos na mídia e nos partidos tradicionais  -que já avança sobre os não tradicionais através do financiamento privado das campanhas eleitorais-  e, de outro, há uma visível fragmentação na estrutura material e espiritual das classes populares,  com a correspondente fragmentação dos seus movimentos e partidos.
Os bancos centrais dos países ricos, as agências privadas de risco, as instituições financeiras destinadas a especulação, juntamente com as grandes cadeias de comunicação globais, são organizados diretamente pelo dinheiro e apoiadas na reprodução ficta do dinheiro, com um manto ideológico e político que  carece de coerência programática, mas que se amplia no próprio movimento do dinheiro, como acumulação artificial incessante. Esta vai aparelhando e submetendo instituições, grupos e indivíduos, em todas as esferas da vida pública, assim tornando os próprios partidos liberais e neoliberais supérfluos, como inteligência política, constituindo-os como mera extensão e reprodução daquele movimento do dinheiro, promovendo a irrelevância das suas construções programáticas.
O surgimento de partidos de extrema direita e de caráter fascista em toda a Europa, com base de massas, também é uma agonia da política burguesa democrática em seu sentido clássico e, em termos humanos, imprime nestes  partidos o mesmo conteúdo ideológico de barbárie que move as atuais guerras de conquista territorial pelas fontes de energia fóssil: ambos os processos são inspiradas pelo espírito patriótico, ambos dependem de aplicação de doses maciças de violência para serem vitoriosos, ambos respaldam o poder dos mais fortes e mais decididos a dominar e vencer, ambos não tem a aniquilação da vida do outro como limite moral do seu projeto de poder.
Ao tentar desmoralizar o Brasil, sem qualquer rubor e apostando que a Copa fosse um festival de incompetência e violência generalizada, a direta conservadora e antidemocrática do país – associada material e ideologicamente ao capital financeiro e sua estrutura de poder internacional – mostrou mais uma vez que não conhece o Brasil. Nem o que tem de bom, produtivo e organizado, no Estado brasileiro. Não conhece o seu povo, porque não convive com as suas lutas nem compreende a sua linguagem, como demonstraram quando quiseram impedir o Prouni e o Bolsa-Família, por exemplo. Não conhecem o Estado Brasileiro, porque prestam atenção somente nas suas imperfeições e mazelas históricas, com os olhos de quem quer destruir o que ele tem de público para construir uma nação soberana, pautada pela Justiça e pela Liberdade

segunda-feira, 30 de junho de 2014

El Camino del Inca será protegido por seis países | RNV – Radio Nacional de Venezuela | Con la...

Casa da América Latina ES compartilhou um link.

Aldeia Fulni-ô

ES VICE- CAMPEAO em exterminio de JOVENS- Triste realidade

cansada de sermos ' campeoes e vice campeoes'.
 ' queridoppaidoceu, olhaí por nós e livrai-nos de todos os malES'

marcando Fernanda Tardin

Empodera POVO.

Plano Nacional de Educação #PNE sancionado sem vetos pela presidenta Dilma Rousseff

Essa semana vamos divulgar o Plano Nacional de Educação #PNEsancionado sem vetos pela presidenta Dilma Rousseff
Já coloquei a primeira das metas, agora vamos falar sobre a valorização do professor!
Essa nota Oficial resume o que é PNE e a importância da valorização dos professores e das instituições de ensino:

“Ontem sancionei, sem vetos, o novo Plano Nacional de Educação – PNE, que terá vigência nos próximos dez anos, orientando a atuação e o papel da União, dos estados, do Distrito Federal, dos municípios, de instituições de ensino, professores, famílias e estudantes, na busca por uma educação de qualidade acessível a todos.

O PNE traz vinte metas para todas as etapas e modalidades da educação, da creche à pós-graduação, e, para cada uma delas, diversas estratégias, muitas das quais já vêm sendo implementadas pelo governo federal. Ao longo dos últimos anos, criamos um caminho de oportunidades por meio da educação, o que pode ser observado pelo expressivo crescimento das inscrições no ENEM.

O PNE nos desafia a ampliar, ainda mais, essas oportunidades, em busca da melhoria da qualidade em todos os níveis, etapas e modalidades da educação, partindo da educação infantil, passando pela educação em tempo integral, o crescimento das matrículas da educação profissional e tecnológica, a ampliação do acesso à educação superior e a expansão da pós-graduação. Para isso serão muito importantes a valorização dos professores, o aumento dos investimentos em educação e o fortalecimento da articulação da União com os estados, o Distrito Federal e os municípios.

A destinação dos recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal para a educação abrem a perspectiva de tornar realidade as metas do PNE. O país tem hoje um Plano Nacional de Educação à altura dos desafios educacionais do Brasil.”

Dilma Rousseff
Presidenta da República
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