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sábado, 25 de maio de 2013

A SEMANA - "MENOS INOCENTES"






A SEMANA

“MENOS INOCENTES”


Laerte Braga

O presidente Barack Obama em discurso na Casa Branca disse que é “preciso por fim à guerra contra o terror”. Segundo Obama as práticas políticas atuais dos EUA devem ser substituídas por ataques “cirúrgicos” com aviões não tripulados os “drones”. Ao final de sua fala foi enfático – “assim morrerão menos inocentes”. E invocou a proteção divina para a “América”.

O presidente pediu apoio aos republicanos para fechar a prisão de Guantánamo. Pelo menos 86 presos estão ali com inocência comprovada e ainda não foram soltos.

Uma semana rica em boçalidades como essa. Militares brasileiros sobreviventes da ditadura reagem com o velho e canalha patriotismo aos fatos apurados pela Comissão da Verdade e ao aumento das pressões dos vários setores do País para que se conheça na íntegra o período de estupidez que reinou sobre o Brasil e os brasileiros a partir do golpe de 1964.

Os ataques aéreos de Israel ao território sírio atingiram prédios residenciais e mataram inúmeros civis.

Morreu Videla, ex-ditador argentino, um dos mais cruéis e perversos tiranos da história contemporânea. Responsável por milhares de assassinatos, sequestros de crianças, por um dos regimes mais violentos e perversos do mundo e particularmente dentre as ditaduras latino-americanas. Se achava também um patriota e morreu na cadeia.

O Brasil é um dos únicos países onde figuras hediondas como Brilhante Ulstra e Torres de Mello, ao lado de vários outros continuam impunes, deitando falação e ainda escrevem em jornais como a FOLHA DE SÃO PAULO defendendo a barbárie e dando “lições” de democracia.

Nesse diapasão Joaquim Carlota Barbosa não consegue sossegar e fala pelos cotovelos, critica o Congresso, o Executivo e vai por aí afora. Não conhece a história do macaco que criticava o rabo de todos os bichos da selva, até que alguém mandou que olhasse o seu próprio no espelho. Sumiu de vergonha.

As falas do presidente do STF – Supremo Tribunal Federal – não conseguem sobreviver a três dias de mídia lixo, lixo mídia. Caem no vazio. São boutades de quem nunca comeu melado e quando come se lambuza, tal e qual seu parceiro Gilmar Mendes.

Quem teve oportunidade de ir a um circo, teve também chance de ver aqueles malabaristas que se contorcem de tal forma que causam a impressão que são de borracha. Quem está se contorcendo mas de preocupações e angústias é o ex-governador de Minas, Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e pré candidato do partido a presidente da República.

Foi falar em “choque de gestão” e logo alguém anunciou um livro contando a falência de Minas, as manobras contábeis para fabricar o tal choque e a grossa corrupção nos oito anos que desgovernou o estado.

É difícil imaginar um país sério com um candidato presidencial como Aécio, ou uma figura histriônica como Eduardo Campos, sem falar na líder religiosa Marina da Silva e sua rede de dízimos que percorre o Brasil.

Não foi uma semana que possa ser inscrita entre aquelas que se diga que algo de aproveitável aconteceu. Vão se os portos, continuamos um País manco.








sexta-feira, 24 de maio de 2013

Universidades serviram como centros de tortura na ditadura


Universidades serviram como centros de tortura na ditaduraComissão da Verdade identificou 36 centros, entre eles a refinaria da Petrobras em Duque de Caxias (RJ)


Publicado: 22/05/13 - 8h34 Atualizado: 22/05/13 - 8h43 http://oglobo.globo.com/pais/universidades-serviram-como-centros-de-tortura-na-ditadura-8461271 enviado por Vitor B.

Comissão Nacional da Verdade (CNV) apresenta balanço do primeiro ano de trabalho André Coelho / Agência O Globo

BRASÍLIA — No balanço de seu primeiro ano de funcionamento, a Comissão da Verdade constatou que a tortura teve início logo após o golpe de 64, e era uma prática comum de interrogatórios conduzidos pelos agentes do Estado nos primeiros momentos da ditadura. A comissão descobriu que, já naquele ano, funcionavam pelo menos 36 centros de tortura em sete estados, entre eles o Rio de Janeiro. O relatório afirma que os militares utilizaram para as torturas as estruturas físicas de universidades federais e da Petrobras.





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Para a comissão, a tortura foi utilizada antes mesmo do início da luta armada, que foi deflagrada no fim de 1968, época do AI-5. O documento registra a ocorrência de 148 casos de tortura em 1964. Ainda com a imprensa parcialmente livre, a divulgação desses atos fez os militares reduzirem a prática nos anos anteriores. Em 1965, os casos registrados de tortura caíram para 35; em 1966, foram 66; em 1967, 50; e em 1968, 85.



— A explosão veio entre 68 e 69, quando o número (de casos de tortura) atingiu 1.027. E não foi só por causa do AI-5 (baixado no final de 68), mas por várias outras circunstâncias também. Não podemos concordar com essa história de golpe dentro do golpe — disse a professora Heloisa Starling, assessora da Comissão da Verdade e responsável pela pesquisa.



— A tortura, desde cedo, virou padrão de repressão. Não aconteceu por acaso — disse Paulo Sérgio Pinheiro, integrante da comissão.



Ministros militares no comando



O Rio foi o principal foco da tortura no início da ditadura. Heloisa Starling chama a atenção para o número de unidades na capital do estado e no interior onde os militares cometiam essas violações. Dos 36 centros identificados em sete estados, 16 estavam no Rio. Um deles, na Universidade Federal Rural do Rio, em Seropédica. A Reduc, refinaria da Petrobras em Duque de Caxias, também consta entre os centros de tortura. O relatório registra que o navio-prisão Princesa Leopoldina, fundeado na Baía de Guanabara, foi utilizado como centro de torturas.



A Universidade Federal de Pernambuco foi outra instituição usada pelos militares para prender e torturar opositores do regime. Em Santos, outro navio, Raul Soares, também serviu como unidade de repressão. A comissão ainda localizou documento que demonstra que a linha de comando da tortura chegava até os chefes militares, os ministros.



— Toda bibliografia mostrava que a estrutura de comando ia até segundo nível, onde estão os centros de informação (militares). Até agora, só tínhamos depoimentos sobre o envolvimento dos ministros militares. Não havia documentos, mas agora há — disse Heloisa Starling.



O relatório detalha as características da tortura aplicada às vítimas do regime. O pau de arara, que era praticado há anos em delegacia de polícia contra as pessoas mais pobres, foi depois introduzida pela ditadura para combater os militantes de classe média. Foram citados casos de afogamento, banho chinês, choque elétrico, churrasquinho, geladeiras, soro da verdade, telefone e torturas psicológicas.



— Todas as formas de tortura começaram cedo — disse Heloisa Starling.



A possibilidade de a comissão recomendar a revisão da Lei de Anistia também foi discutida. Depois de Cláudio Fonteles e Paulo Sérgio Pinheiro, ontem a advogada Rosa Cardoso, atual coordenadora do grupo, defendeu punição para agentes que mataram e torturaram.



— A judicialização desses casos precisa acontecer. Não resta dúvida — disse ela.



Na plateia, três oficiais da reserva assistiam em silêncio a reunião. No final, o general da reserva Paulo Guedes, sereno, criticou:



— A questão é que a comissão não começou (a investigar a tortura) na origem, que não é 64. Tem que se investigar as torturas praticadas hoje, e não as de décadas atrás — disse o general.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A COMISSÃO DA VERDADE, A SOFREGUIDÃO E OS HOLOFOTES


É suspeita a atitude de integrantes da Comissão Nacional da Verdade, de estarem desde já se posicionando publicamente a favor ou contra a revogação da anistia de 1979.

Isto porque nada será decidido agora. O xis da questão é se, no relatório final da Comissão, daqui a um ano e meio, vai ou não ser recomendada a anulação da aberração jurídica que permitiu aos assassinos oficiais anistiarem a si próprios.

Então, por que botaram o carro na frente dos bois, lançando o debate agora? Meu palpite é de que se trata de um terceiro tema controverso oferecido numa bandeja à imprensa, para que a Comissão da Verdade entre com destaque no noticiário. 

É verdade: a presidente Dilma Rousseff cobrou, há alguns meses, que dessem maior visibilidade aos trabalhos da Comissão. Mas, será que ela tinha em mente a espetacularização? Ou os conselheiros estão sendo mais realistas do que a rainha?

O certo é que coincidiram com o primeiro aniversário do colegiado:
  1. o anúncio da decisão de exumarem o corpo do ex-presidente João Goulart, que pode levar à comprovação de seu assassinato por envenenamento (ou, em caso contrário, fornecer um poderoso trunfo propagandístico às  viúvas da ditadura, daí haver sido uma leviandade trombetearem o que poderiam ter feito discretamente, deixando o obaoba para depois, se o resultado dos exames o justificasse);
  2. a totalmente inútil convocação do megatorturador Carlos Alberto Brilhante Ustra para bater boca com membros da Comissão, cuja sessão foi aberta ao público pela primeira vez exatamente para maximizar a repercussão do espetáculo... deprimente e constrangedor; e,
  3. agora, a também totalmente inútil antecipação de uma polêmica que só será travada para valer, se o for, no final de 2014.
Tal busca sôfrega por holofotes me fez lembrar um episódio emblemático. Em 2004, quando do 25º aniversário do simulacro de anistia que igualou as vítimas a seus carrascos, era previsível que a imprensa estivesse à cata de notícias para preencher os espaços dedicados à efeméride.

A Comissão de Anistia programou exatamente para aquele momento o julgamento do processo de Anita Leocádia Prestes (ela estava em grande evidência por causa do recém-lançado filme Olga) e divulgou triunfalmente que lhe concedera uma indenização.

Anita, contudo, retrucou dignamente que não pedira tal indenização e a doaria para caridade. Seu pleito era apenas de que o tempo passado no exílio fosse também considerado, na contagem dos anos para ela obter aposentadoria de professora; só queria aquilo que pedira, não o que fora acrescentado à sua revelia.

A CAPITULAÇÃO DECISIVA SE DEU EM 2008

Quanto ao fulcro da questão, reitero o que venho escrevendo desde meados de 2008, quando o Ministério se dividiu (Tarso Genro e Paulo Vannuchi encabeçavam a corrente a favor da revogação da Lei de Anistia e Nelson Jobim, a contrária) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou ao lado do então ministro da Defesa, desperdiçando uma oportunidade única para expor o blefe de velhos militares que não falavam em nome das tropas:
  • a apuração dos crimes e atrocidades da ditadura, com a consequente punição dos responsáveis, era um dever que o Estado brasileiro deveria ter cumprido logo no início da redemocratização, em 1985 (mas, claro, não se poderia esperar que o arenoso José Sarney colocasse o próprio pescoço na forca, depois de ter sido o mais servil capacho dos militares);
  • por culpa de um sem-número de omissos, continuamos na estaca zero até hoje, no que diz respeito à punição das bestas-feras;
  • mesmo que se derrube a vergonhosa decisão de 2010 do Supremo Tribunal Federal, na contramão das recomendações da ONU e do enfoque legal dos países civilizados, já não há mais hipótese de a condenação dos criminosos hediondos transitar em julgado antes que eles morram todos de velhice, dada a lerdeza da Justiça brasileira e o número infinito de manobras protelatórias que faculta a quem pode contratar os melhores advogados;
  • então, devemos nos preocupar é com o legado que deixaremos aos pósteros, ou seja, batalharmos para que não permaneça legitimado o escabroso precedente de uma ditadura, em plena vigência, anistiar antecipadamente seus esbirros, concedendo-lhes uma espécie de habeas corpus preventivo.
Reposicionar tal questão dependeria, evidentemente, de uma articulação política.

Um equívoco da espetacularização 
Para eles, é inaceitável o cumprimento de penas, a perda de pensões e o pagamento de indenizações. 

Do nosso lado, uma vez que admitamos realisticamente o fato de que a possibilidade de vê-los um dia encarcerados se tornou quimérica,  o mais inaceitável passará a ser seu  enquadramento formal pelo Estado brasileiro como  anistiados  e não  como    criminosos.

Temos de, pelo menos, desestimular recaídas no arbítrio;  a completa impunidade sacramentada pelo STF vai exatamente na direção contrária, deixando, inclusive, os cidadãos desinformados em dúvida sobre sua culpa. Então, mesmo não havendo punições concretas, é preciso que fique bem evidenciada para o povo brasileiro a responsabilidade dos golpistas e seus paus mandados no verdadeiro festival de horrores que aqui teve lugar.

A infame decisão da STF não pode ser a palavra final nesta questão, a menos que nos assumamos como uma república das bananas, ignorante dos valores que norteiam a vida civilizada e disposta às mais abjetas concessões para afastar o espectro das quarteladas.

Para avançarmos, entretanto, se faz necessária uma negociação; e a resistência da caserna, que (embora superestimada) tem existido nos últimos anos, poderá ser esvaziada se descartarmos a hipótese de punições. Aí, sem dramas, os oficiais mais jovens não vão sentir-se moralmente obrigados a prestar solidariedade aos velhos carrascos. 

Enfim, é um desafio para o governo de Dilma Rousseff, para as forças progressistas e para os cidadãos com espírito de justiça e apreço pela democracia, darem um desfecho mais digno para a tragédia dos anos de chumbo, sem a repulsiva ambiguidade da anistia de 1979. 

A hora de punir pode ter passado, mas o Estado brasileiro deve afirmar inequivocamente que tais pessoas eram culpadas e mereciam punição. Só assim se criará uma expectativa de tratamento mais severo contra quem  tentar reinstalar o totalitarismo.

Blogs do PIG, demagogia e plágio




 Fernando Soares Campos



O Wikcionário ― um dicionário online ― registra o neologismo “blogueiro” com as seguintes acepções: 1. autor de blog; 2. pessoa que costuma acessar blog; e 3. administrador de blog. Entretanto, creio que caberia acrescentar mais um significado: (pejorativo) “Jornalista que virou jornaleiro a troco de uma jorna”.
                                                         
A função do jornaleiro é nobre, pois tem como objetivo a digna tarefa de prover a subsistência, mas o propósito do jornalista-jornaleiro é pobre, visto que se trata do aviltamento da profissão.

Muitos são os jornalistas que se tornaram meros blogueiros, ou jornalistas-jornaleiros. Eles fazem malabarismos mentais, cometem estelionatos intelectuais, a fim de vender jornal, ou, o que é mais grave, obter privilégios para si ou para seus patrões/donos; induzindo seus leitores a falsas concepções. Alguns deles, devido às suas arraigadas maneiras de extrapolar as próprias orientações editoriais das corporações jornalísticas para as quais colaboram, são taxados de “esgoto”: canalizam o ódio, o preconceito, a inveja... e funcionam como válvulas de escape de pessoas mal informadas, em quem provocam mal resolvidas catarses.

Já fazia muito tempo que eu não acessava o portal de um jornal grande, desses cujas edições impressas não servem mais nem para embrulhar peixe na feira. Hoje, estimulado por um dos meus correspondentes, abri o portal de O Globo. Cliquei nos títulos de algumas matérias e colunas e acabei entrando no Blog do Ricardo Noblat ― minha mente estava protegida com “roupa de escafandro”, claro, pois aquilo lá é um verdadeiro canal de dejetos do PIG ― Partido da Imprensa Golpista.

Rolei a página inicial, lendo títulos, epígrafes e trechos de algumas postagens. Parei em pequena nota intitulada “Eduardo Campos de slogan novo” (20/5/2013), a qual informa:

“O PT, que não se constrange em tomar as boas ideias dos outros, pôs Lula e Dilma a dizerem na televisão que farão mais e melhor.
“Foi com esse slogan que Eduardo Campos, governador de Pernambuco, se lançou como aspirante a candidato pelo PSB à sucessão de Dilma.
“Esta noite, nas emissoras de televisão de Goiás, irá ao ar um comercial do PSB estrelado por Eduardo de slogan novo: "Fazer mais e bem feito".[Grifos nossos.]”

(O estranho nessa nota é que a propaganda veiculada antes é acusada de plagiar a que vem depois. Mas isso vindo de Ricardo Noblat não deveria me causar qualquer estranheza.)

Quem plagia quem?

“O Brasil pode mais”, que podia ser entendido como “Nós podemos fazer mais”, foi o slogan da campanha de José Serra em 2010, como candidato à sucessão presidencial, enfrentando Dilma, a candidata de Lula e de cerca de 55 milhões de eleitores. A equipe marqueteira de Serra deve ter-se inspirado no slogan da campanha de Barack Obama em 2008: “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”).

Militando em favor da candidatura de Dilma, em 2010 escrevi crônica satírica sob o título: “Cabral e o Ovo de Colombo”, publicada no site do jornal russo Pravda. No final do texto, acrescentei:

MoralPara fazer mais que os outros, às vezes precisamos quebrar um pouco mais a casca do ovo ou aumentar a quantidade de sal em que este será apoiado.

P.S.1Há quem acredite que Lula não deveria ter feito certos acordos em nome da governabilidade; saiba, porém, que, nesse caso, fazer mais que ele exige firmar aliança até mesmo com Judas. E ainda mais estreita que com Sarney.

P.S.2Fazer mais não significa fazer melhor. [O objetivo estava claro: rebater o slogan do Serra.]

Em 2012, o Portal Vermelho, “uma página mantida e gerida pela Associação Vermelho, entidade sem fins lucrativos, em convênio com o Partido Comunista do Brasil - PCdoB”, republicou minha crônica com uma devida revisão que fiz (relendo na Pravda, observei que nunca havia identificado tantos erros num texto meu) e adaptações, como: (aliança) “...ainda mais estreita que com Maluf”, em referência ao estreitamento das relações do PT com o cacique paulista, pela sucessão administrativa na Capital.

Além do Vermelho e da Pravda, minha crônica foi reproduzida em diversos blogs da chamada blogosfera política.

Certamente não tenho a milésima parte do número de “seguidores” do Ricardo Noblat. Seguidores de um “ceguidor”, ou cegante. Mas tenho uma meia porção de leitores, que me leem nos mais variados ciberespaços. Já vi matéria do meu blog (Assaz Atroz) reproduzida até mesmo no site do Instituto Millenium, que assim se identifica: “Uma entidade sem fins lucrativos e sem vinculação político-partidária que promove valores fundamentais para a prosperidade e o desenvolvimento humano da sociedade brasileira. Formada por intelectuais, empresários e acadêmicos, busca difundir conceitos como liberdade individual, propriedade privada, meritocracia, estado de direito,  economia de mercado, democracia representativa, responsabilidade individual,  eficiência e  transparência, mas que, na verdade, não passa de uma das muitas entidades que se utilizam de suportes midiáticos para fazer oposição sistemática aos governos trabalhistas de toda a América do Sul. Seria mais decente se eles, ao invés de dizer que não têm “vinculação partidária”, fizessem como o Vermelho, que assume ter convênio com o PCdoB, e revelassem sua vinculação com o PSDB. O problema é que, com esta agremiação, eles não têm convênio, só conchavo: mancomunação com intenções golpistas.

Tempos atrás, outro blogueiro de O Globo, especulando sobre artigo de minha autoria, disse que, provavelmente, eu morava na Rússia, e um dos seus muitos seguidores afirmou que eu deveria estar recebendo o “ouro de Moscou” ― um anacronismo, mas muito utilizado na campanha infame contra os partidários do presidente Jango, nos anos 1960. Portanto, não somos tão desconhecidos assim.

Quando assisti à recente propaganda institucional do PT (a do PSB, segundo Noblat, é “comercial” ― não duvido), observei Dilma dizer que “podemos fazer mais...”, e Lula completar: “E melhor”. Não sei se os marqueteiros do PT tomaram conhecimento da minha observação no P.S.2 da crônica “Cabral e o ovo de Colombo”, na internet desde 2010: “Fazer mais não significa fazer melhor”. Porém, se tomaram, fizeram muito bem em se apropriar da dica. Nesse caso, não se trataria de apropriação indébita, constrangedora, como quer o Noblat, pois foi ideia de um militante juramentado, como diria Odorico Paraguaçu.

Essa coisa de acusar os governos petistas de “tomar as boas ideias dos outros”, como diz o Ricardo Noblat, tem seu mais “forte argumento” no caso do Bolsa Escola do governo Fernando Henrique Cardoso, o qual virou Bolsa Família no governo Lula e segue como parte da política social do governo Dilma. Acontece que essa mesma turma que acusa Lula e Dilma de se apropriarem das “ideias dos outros” também os acusaria se estes governos tivessem abandonado o programa implantado pelo governo pessedebista. A bem da verdade, é bom que se esclareça:  o Bolsa Escola foi criado e implementado em 1995 pelo então governador do Distrito Federal Cristovam Buarque, à época filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT, saudações). FHC viu no programa do governo petista do Distrito Federal a oportunidade de inserir no seu desgoverno um instrumento para inglês e o FMI verem, além de se prestar à demagógica propaganda eleitoral. Não era destinado a todos, não existiam verbas para tanto. Lula e Dilma fizeram e continuam fazendo mais e melhor. Mas tem gente querendo fazer mais demagogia ― e pior... Quer dizer... melhor... Mais bem feita? Sei lá!

O Nordeste passou recentemente por mais uma estiagem prolongada. Lembro-me de que, em outras temporadas de seca no semiárido nordestino, hordas de famintos flagelados invadiam as cidades e saqueavam ou ameaçavam saquear supermercados e feiras livres. Desta vez, os telejornais e noticiosos em geral ficaram na mão, não puderam fazer o sensacionalismo de outras épocas. O Bolsa Família deve ter funcionado como amenizador da fome e contemporizador dos ânimos. Será?

Originalidade e plágio

Em 2009, o pessoal que toca o projeto Nova Coletânea, apoiado pelo PNLL ― Plano Nacional do Livro e Leitura, do governo federal ―, decidiu me entrevistar. Topei.

Na entrevista, aproveitei para deixar minha opinião sobre o que venha a ser “originalidade”.

Eis um trecho da entrevista.

Apresentação:

Autor que participou das últimas edições do projeto Nova Coletânea, um talento incontestável da prosa contemporânea, Fernando Soares Campos é um grande ativista da liberdade de imprensa, da causa nacional e da liberdade de expressão.  Ele não se deixa submeter pelo discurso vigente nas grandes mídias. É um crítico da sociedade hodierna, um autor engajado nas questões de seu tempo e dono de um rico acervo de obras virtuais. Atrás da ironia e do discurso em tom humorístico podemos ver se desenhando a caricatura do político brasileiro que opera prodígios pela manutenção dos seus privilégios. Um cronista político como poucos, apesar da imensa modéstia, Fernando é esse exímio observador da realidade que nos subjuga. Para muitos um novo autor, para quem teve o privilégio de ler suas OBRAS, um autor para a posteridade.”

(...)

Nova Coletânea: Em suas obras vemos o reflexo de grandes clássicos do pensamento universal, seja filosófico, seja literário. Que pensadores mais o influenciaram até o momento?

Fernando: É fácil compreender que na infância e na adolescência somos mais suscetíveis a influências. Certamente estas não ocorrem apenas naquelas fases, claro. Mas a formação religiosa, por exemplo, para quem a recebeu de forma sistemática e nos moldes em que a mim foi ministrada, pode vir a ser desastrosa, aniquiladora, ou, considerando os menores males que causa, inibidora, atrasando o processo de amadurecimento do indivíduo. Observe que eu não estou condenando os princípios religiosos em si, mas a forma como fui doutrinado na infância. Entretanto, ainda muito jovem, descobri que um dos melhores caminhos para superar uma educação extremamente conservadora, dogmática, é a literatura. Hoje entendo que, sob o ponto de vista das influências que recebemos durante toda a nossa existência, a diversificação das fontes literárias exerce importante papel na evolução do pensamento reflexivo e crítico do indivíduo. Provavelmente, qualquer pessoa que tenha tido oportunidade de optar por variadas fontes e delas tenha se utilizado, possua chances de refletir “grandes clássicos do pensamento universal”, conforme você diz ter identificado em meus escritos. Porém os reflexos que podemos identificar através das obras de um autor não são necessariamente possíveis anuências deste com aqueles que o influenciaram. A estética não é patrimônio de ninguém, e ao conteúdo de qualquer objeto artístico podem ser acrescentados outros valores; mesmo que de natureza física, mas também moral ou intelectual. O que é originalidade? Com quais critérios podemos qualificar de plágio qualquer obra? Creio que dizer aquilo que muitos já disseram, mas fazê-lo de forma diferente, renovada, elaborando textos sob ponderações fundamentadas na própria experiência, é o que podemos chamar de originalidade. Portanto, no meu entender, originalidade literária seria a capacidade de se expressar de forma autêntica através de originais paráfrases! Mas, respondendo diretamente à sua pergunta, eu diria que os pensadores que mais me influenciaram foram aqueles com quem tive meus primeiros contatos, ainda em tenra idade: meus pais, meus avós, tios, tias, parentes e amigos da família, professores, catequistas, curiosos... Foi essa minha gente quem me fez situar no mundo, assimilando conceitos geográficos, econômicos, ideológicos, políticos e sociais. Depois vieram os clássicos do pensamento universal, lapidando, ou bagunçando ainda mais, tudo aquilo que aprendi naqueles primeiros tempos.

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Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

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Palestra sobre Ditadura Memória e Verdade dada a Estudantes de Psicologia UFES

Dia 23 de maio, participei de uma mesa sobre DITADURA: MEMORIA E VERDADE para estudantes de Psicologia na/da UFES.
Abaixo reproduzo e disponibilizo a esses e outros pontos da palestra ,acrescentando links para pesquisas e docs (mails, fotos) de uma tarde boa, proveitosa e muito participativa. . Dentre vários exemplos de expressao, optamos por trazer exemplos vividos por estudantes do estado do ES, a maioria na UFES e por exemplos praticos atestados no dia-a-dia dos estudantes. Ex: a Repressao policial a manifestações estudantis em época atual, as multi-nacionais que agem no ES e que com a ajuda do estado desabrigam a índios, negros... e fazem Parcerias públicos -privadas..., da incitação social (faxina etnica) em falas de senadores ( magno malta) e representantes populares, da militarização ( sim o treinamento dos 'pacificadores'é na 'escola militar que enviou tropas em 64 ao Rio para sustentar o GOLPE), das comissoes da verdade e dos relatórios. Dos membros parlamentares das comissoes da Verdade que a exemplo do ES são financiados por MULTI NACIONAIS (vale, Aracruz, ...) e por isso se querem, não faraõ a apuração da VERDADE no seu inteiro teor.
Falamos da certeza de impunidade e DAS TORTURAS que a exemplo do ES faz do ex-governador Bionico, Elcio Alvarez, um deputado e do ex-secretario de segurança do governo condenado em Haia por tortura , Prefeito. ESSA ANISTIA NAO PODE SER IRRESTRITA, clarto, TORTURA É CIME e a ditadura segue, concluimos com facilidade.

O marco  da resistencia estudantil:



Há 45 anos a ditadura militar assassinava o estudante secundarista Edson Luís.




Cortejo de Edson Luis é acompanhado por milhares de estudantes

Passado exatos 45 anos, no dia 28 de março de 1968, a ditadura civil militar fascista assassinava o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto de apenas 17 anos no restaurante estudantil Calabouço¹, ... As turmas da escola onde Edson Luís estudava, o Instituto Cooperativo de Ensino, era formada majoritariamente por estudantes pobres e se situava atrás do restaurante Calabouço. Os militares apelidaram a escola de “Instituto Comunista de Ensino” pelas lutas que os estudantes travavam dentro do “Calaba” por melhorias nas refeições servidas e pela conclusão das obras no local. As agitações eram organizadas pela União Metropolitana dos Estudantes (UME) e Frente Unida dos Estudantes do Calabouço (FEUC) que tinham suas sedes dentro do próprio restaurante.

Funeral de Edson Luis no dia 28 de março de 1968

Com medo de que os militares ocultassem o corpo sem vida, os estudantes, militantes e companheiros de Edson não permitiram que seu corpo fosse levado. Foi decidido que o corpo seria velado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, hoje Câmara dos Vereadores na Cinelândia. Dai então se partiu em passeata até ALERJ, onde foi
Na Igreja da Candelária, na manhã do dia 4 de abril, centenas de pessoas lotaram a igreja para celebrar a missa de sétimo dia. Outra missa estava marcada para o mesmo dia à noite. O governo proibiu sua realização, mas o vigário geral do Rio de Janeiro, Dom Castro Pinto, a realizou. A celebração reuniu cerca de 600 pessoas e dessa vez a Polícia Militar preparou uma repressão nunca vista durante um missa. Segundo relatos, A morte de Edson Luís serve até hoje como exemplo da luta revolucionária da juventude contra os mandos e desmandos dos capitalistas. É

EDSON LUÍS VIVE!!!
Coordenação Nacional da União da Juventude Rebelião (UJR) integra http://www.rebeliao.org/2013/03/28/491/

A luta por reparar danos MENTAIS herança maldita:
http://www.youtube.com/watch?v=X6fjH9BMnS4&noredirect=1

Uma dinâmica inicial, para que a fala ficasse clara e instigante foi resumir pontosem frases:


FRASES DA DITADURA 5 frases exemplificam a boçalidade do Periodo e a sequela maior: a falsa sensação de 'democracia'


A Ditadura imposta pelos USA ( que nos USAm) - Juracy Magalhães, general, ex-interventor na Bahia na ditadura Vargas, líder da UDN e ministro das Relações Exteriores do governo Castello Branco, o primeiro ditador. A frase foi pronunciada nos primeiros momentos do governo ditatorial:

“O QUE É BOM PARA OS ESTADOS UNIDOS É BOM PARA O BRASIL

 A Boçalidade do estado e a tortura, perseguição e perversidade ditatorial -Jarbas Passarinho, ex-ministro da Educação e do Trabalho, coronel do Exército, ex-governador do Pará, na reunião que decidiu a decretação do ATO INSTITUCIONAL 5, no dia 12 de dezembro de 1968:

“AS FAVAS COM OS ESCRÚPULOS SENHOR PRESIDENTE, VAMOS ASSUMIR QUE SOMOS UMA DITADURA MESMO.”

 ' FODA-SE O POVO - João Batista de Oliveira Figureiredo, general, ex-chefe do SNI – SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES – e último ditador:

“PREFIRO CHEIRO DE CAVALO A CHEIRO DE GENTE”

O mesmo João Figueiredo ao ficar desconcertado com a recusa de uma criança em cumprimentá-lo, pois o pai ganhava salário mínimo:

“SE EU GANHASSE SALÁRIO MÍNIMO DARIA UM TIRO NA CABEÇA”

o FASCISMO e a criminalização que hoje ainda é usual e constante General Antônio Bandeira, após mandar arrastar Gregório Bezerra amarrado a um rabo de cavalo pelas ruas do Recife:

“É UM COMUNISTA MALDITO PRECISA SOFRER PARA APRENDERA SER GENTE”

Enfim : A DITADURA ACABOU?Vivemos uma DEMOCRACIA?Perguntei aos estudantes do estado em que um estudante em manifestação ficou detido 7 dias em presídio de segurança máxima e outros tantos foram torturados  RECENTEMENTE
Preso pela ditadura, logo nos primeiros momentos, Sobral Pinto foi convidado pelo coronel do quartel onde estava a almoçar com o dito comandante que explicou a ele que os militares iam implantar a democracia a brasileira. Respondeu assim - DEMOCRACIA NÃO É COMO PERU, A BRASILEIRA, A FRANCESA, OU É DEMOCRACIA, OU NÃO É.


Sobre a Comissão da Verdade:
Balanço da Comissao parlamentar da Verdade:

Por Chico Alencar - Deputado Federal do PSOL-RJ

Do 1º balanço da COMISSÃO DA VERDADE, destaco que:
1)também empresas multinacionais tinham seus setores de informação (parceria público-privado na montagem do sistema repressivo);
2) está provado com documentos que, já superada a ditadura, em 1993, em pleno governo Itamar, chefes militares MENTIRAM ao governo e ao Congresso sobre situação de ex-presos políticos (pacto corporativista de silêncio);
3) até Universidades (Recife e Seropódica-RJ) abrigaram centros de tortura;
4) tortura é prática sistêmica desde o golpe civil-militar de 1964, e não só após AI-5 e para combater luta armada contra o regime.


1º Encontro Nacional da Sociedade Civil por Memória, Verdade e Justiça, realizado nos dias 27 e 28 de abril de 2013, no Instituto Cajamar, em São Paulo. Relatório final e propostas do Grupo de Trabalho 4 do qual participou nosso companheiro Carlos Eugênio Clemente representando o Jornal e o Instituto Rede Democrática.


GRUPO DE TRABALHO 4: Conspirações e Atentados da Ditadura Militar
http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&view=item&id=4450%3Amem%C3%B3ria-verdade-e-justi%C3%A7a
alguns destaques: '...Os vícios da Comissão Nacional da Verdade começam, porém, já no processo de elaboração do seu projeto, quando as autoridades civis encarregadas de sua negociação cederam completamente aos arreganhos da extrema direita militar representada pelo então Ministro da Defesa. Como consequência, temos uma Comissão Nacional da Verdade com encargos gigantescos e estrutura liliputiana.... E é exatamente essa submissão ao inaceitável seu pior erro. Não aceitamos uma Comissão Nacional da Verdade composta por notáveis mais empenhados em escrever seus próprios currículos do que em construir as bases para o aperfeiçoamento democrático do país... '
e
Propostas para os movimentos de Memória, Verdade e Justiça

‘...estabelecimento de um cronograma de trabalho que leve em conta as efemérides tradicionais do povo brasileiro, sejam elas de caráter nacional, como Natal, Finados etc., ou regionais, como a Missa do Vaqueiro em Pernambuco, a festa do Divino etc. Sugerimos que sejam programadas manifestações para aquelas datas específicas de interesse da campanha por Memória Verdade e Justiça, como o 1º de Maio e o 4 de novembro, de forma a esclarecer ao povo brasileiro o que foi a ditadura militar, seus crimes e consequências......é preciso vencer a Cortina de Silêncio estabelecida pelas empresas de comunicação, em grande parte cumplices e beneficiárias dos crimes cometidos pelos militares. Nesse sentido, achamos fundamental desenvolvermos nossos próprios veículos de comunicação, utilizando as novas tecnologias para através de um site na internet, editarmos uma revista semanal específica sobre os temas Memória, Verdade e Justiça....
organização de duas grandes manifestações de caráter nacional para os próximos 12 meses. A primeira um mega show de música popular a se realizar no dia 30 de abril de 2014 no centro de convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro, com a presença de artistas que em 1981 participaram do show que a extrema direita militar encastelada nos órgãos de repressão política tentou transformar em tragédia.Esse mega show serviria também para arrecadar fundos para financiamento da segunda GRANDE manifestação: uma marcha sobre Brasília, ... busca de apoio dos governos estaduais e municipais comprometidos com a luta por Memória, Verdade e Justiça para a produção e distribuição nas escolas de filmes, livros, revistas e cartilhas sobre o golpe e os crimes da ditadura,...'




  TORTURA CRIME DE LESA HUMANIDADE – IMPRESCRITIVEL, IMPERDOAVEL, INAFIANÇAVEL.

Sobre a ANISTIA IRRESTRITA e os CRIMES DE LESA HUMANIDADE - PUNIR O ONTEM para transformar a realidade de HOJE , amanha.

Tomando como exemplo  recente a morte de UM TORTURADOR NA CADEIA - NA ARGENTINA‘Videla morreu aos 87 anos no centro de Marcos Paz, onde cumpria prisão perpétua por crimes contra a humanidade, na sexta-feira ( 17/05/2013),
No Brasil,
USTRA- O 'brilhante' TORTURADOR escreve para .a Folha de SP, o jornal que rotula de BRANDA a ditadura brasileira, 
ou promove 'marchas' contra a 'corrupção',  como o TORTURADOR Francisco Torrez de Mello 

Mais recentemente, no estado do ES , nos dias atuais onde  a 'ditadura acabou', o governo anterior de paulo hartung, por EXEMPLO, foi condenado no TRIBUNAL INTERNACIONAL DE HAIA por crimes de TORTURAS nas delegacias e Presidios. 2 anos depois seu secretário de segurança, Rodney Miranda está eleito PREFEITO do segundo maior municipio do ES - Vila Velha.

ARGENTINA EU TE AMO, ARGENTINA (país que pune torturas e algozes...) eu te amo...



ABAIXO a IRRESTRITA - TORTURA é Crime Lesa Humanidade – NÃO TEM PERDÃO


o Projeto de Lei 573/11, de autoria da deputada Luíza Erundina (PSB-SP), alterando a Lei da Anistia, exclui do rol de crimes anistiados após a ditadura militar (1964-1985) aqueles cometidos por agentes públicos, militares ou civis, contra pessoas que, efetiva ou supostamente, praticaram crimes políticos. A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional já rejeitou o texto de Erundina.



Mesmo porque veremos a seguir exemplos de ONTEM e HOJE, a herança Maldita:


ONTEM na DITADURA escancarada
HOJE na DEMOCRACIA  ' a brasileira'
ACABOU A DITADURA?


Fatos que Culminaram o GOLPE - A DITADURA



Ontem - Comicio das reformas – Jango na Central do Brasil

http://www.youtube.com/watch?v=KjM48ZjevmA

‘...O Comício da Central marcou o começo de uma contagem regressiva. O discurso de Jango irritou os parlamentares, porque as propostas das Reformas de Base ainda não tinham sido enviadas ao Congresso. O projeto de Goulart abrangia as áreas de educação, onde visava combater o analfabetismo com o uso do Método Paulo Freire e a implantação da reforma universitária; a área da reforma agrária, cujo lema era desapropriar terras com mais de 600 hectares; a reforma tributária, que obrigava as empresas multinacionais aqui instaladas a reinvestirem os seus lucros no páís; fazer com que o pagamento do imposto de renda se tornasse proporcional à renda anual do cidadão: e a reforma eleitoral, que visava expandir o direito de votos a analfabetos e militares de baixa patente.

Além de ter irritado os congressitas, o Comício da Central incomodou a oposição, principalmente o governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e as mais altas camadas militares. Alguns dias depois, foi organizada no Rio de Janeiro uma passeata de oposição a Jango, denominada Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, a qual alegava que a política de Goulart estava caminhando para a implantação de um governo comunista no Brasil.’..

Hoje:

' o VETO Presidencial' que levam parlamentares e governos do ES e RJ ( aliados com MG e SP) a TVs e palanques incitar o POVO contra o veto que deixaria mais pobre os estados extratores . SEQUER COMENTAM que a OUTRA PARTE DO VETO é justamente PROIBIR  que MULTI NACIONAIS participem de leilões de extração do PRE SAL


Acabou a DITADURA?

bb
Videos usados para entremear falas e exemplificar casos e fatos.

Aculturamento CENSURA
1 https://www.youtube.com/watch?v=qhvXQj8CFmM  A Historia da ditadura em Musica

2 https://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=NDttpyNL6mM&NR=1

A Ditadura acabou?
Estudantes ONTEMVideo: http://www.youtube.com/watch?v=Pmv_ZKJOucw  do 1’16 ao 3:50
HOJE: http://www.youtube.com/watch?v=IYogxAxa5ew  –a partir0,32,,

http://www.youtube.com/watch?v=alQGuKfIF4I

LEVANTES Estudantes HOJE
*https://www.youtube.com/watch?v=Zc9u_UURIOM   Os Médicos da Ditadura
(exibir partes iniciais desses videos):
https://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=jRo99BCBy9Y&NR=1
https://www.youtube.com/watch?v=3sWYTW4oTNs

O que foi a ditadura?
https://www.youtube.com/watch?v=ngmEqwrweiY

Depoimento de Guerrilheiros: Destaque a CarlosEugenio para que a fala sobre a Guerrilha Urbana no ES e a inexistencia de docs. que expliquem essa presença FORTE
Carlos Eugenio Paz - http://www.youtube.com/watch?v=rWZUhnGsavc


A Tortura foi um ponto constante de debate no Grupo pois atinge ainda hoje DIRETAMENTE aos estudantes que assistiam a palestra

TORTURA video 1,50 minutos http://www.youtube.com/watch?v=6iyfH4l9SJg

Fonte de referencia de outros pontos levantados na palestra:


Processo de aculturamento via CENSURA
RELAÇÃO DE LETRAS MUSICAIS, PEÇAS TEATRAIS E FILMES CENSURADOS http://www.documentosrevelados.com.br/fundos-arquivisticos/relacao-de-letras-musicais-pecas-teatrais-e-filmes-censurados/


Por Aluizio Palmar • 15 de maio de 2013 • Nenhum comentário

Divisão de Censura, Fundos Arquivísticos • Tags: censura, ditadura, exército, featured, forças armadas, polícia federal, repressão verimagens


Sucateamento da Educação:Atenção!
Entrevista com Marilena Chauí
'Para Chauí, ditadura iniciou devastação física e pedagógica da escola pública
Quais foram os efeitos do regime autoritário e seus interesses ideológicos e econômicos sobre o processo educacional do Brasil?

- Vou dividir minha resposta sobre o peso da ditadura na educação em três aspectos. Primeiro: a violência repressiva que se abateu sobre os educadores nos três níveis, fundamental, médio e superior.
Em segundo lugar, a privatização do ensino, que culmina agora no ensino superior, começou no ensino fundamental e médio. E o terceiro aspecto?
A reforma universitária.
"Fazer uma universidade comprometida com o que se passa na realidade social e política se tornou uma tarefa muito árdua e difícil"
"Esse é o momento também em que há uma ampliação muito grande da rede privada de universidades, porque o apoio ideológico para a ditadura era dado pela classe média"
INTEGRA
http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2012/03/para-marilena-chaui-ditadura-militar-fez-com-que-universidades-nao-oferecam-formacao-humanista


O Controle da Informação - A Mídia

Ontem:

Hoje:

 Élio Gaspari CENSURADO em coluna na Tribuna sobre MASMORRAS ES
'" Boa Sorte Com a Mídia Nacional e Internacional, aqui publicamos o que nos interessa" - resposta diretor Rede gazeta...
                                                                    e
Seculo Diário - o contraponto  CENSURADO



























quarta-feira, 22 de maio de 2013

1º Encontro Nacional da Sociedade Civil por Memória, Verdade e Justiça,


1º Encontro Nacional da Sociedade Civil por Memória, Verdade e Justiça, realizado nos dias 27 e 28 de abril de 2013, no Instituto Cajamar, em São Paulo. Relatório final e propostas do Grupo de Trabalho 4 do qual participou nosso companheiro Carlos Eugênio Clemente representando o Jornal e o Instituto Rede Democrática.







GRUPO DE TRABALHO 4: Conspirações e Atentados da Ditadura Militar



Julgamos essencial uma mudança nos métodos de trabalho da Comissão Nacional da Verdade para, entre outras coisas, apurar as conspirações dos militares que se instalaram no poder em 1º de abril de 1964, como as tramas que ficaram conhecidas como os casos Parasar e Riocentro. Importante destacar que a maior e mais nefasta dessas conspirações foi o próprio golpe de 1964, quando, agindo como mercenários a soldo dos Estados Unidos, o alto comando das Forças Armadas da época rasgou a Constituição e abriu um ciclo de ilegalidades e violências. Assim, não se pode censurar e muito menos penalizar quem exerceu, mais que o direito, o dever de se opor à tirania por todas as formas, inclusive pelas armas. Afinal, no dizer bastante preciso de um desses patriotas, foram exatamente os militares que introduziram as armas no processo político brasileiro.



Reconhecemos que grande parte de nossas críticas ao trabalho da CNV tem sua gênese na própria lei que lhe deu origem. Essas críticas, aliás, já eram feitas pelas entidades que lutam por Memória, Verdade e Justiça ainda durante a tramitação do projeto que criou a CNV. Estivemos no parlamento e tentamos uma audiência com a excelentíssima presidenta da República para expor nossas preocupações. Inutilmente em ambos os casos. E se o parlamento fez ouvidos de mercador às nossas ponderações, a presidente sequer nos recebeu para escutar nossas queixas.



Os vícios da Comissão Nacional da Verdade começam, porém, já no processo de elaboração do seu projeto, quando as autoridades civis encarregadas de sua negociação cederam completamente aos arreganhos da extrema direita militar representada pelo então Ministro da Defesa. Como consequência, temos uma Comissão Nacional da Verdade com encargos gigantescos e estrutura liliputiana. Com enorme período de abrangência de suas investigações e diminuto prazo para realiza-las. O pouco caso do projeto de lei com a Memória, a Verdade e a Justiça fica ainda mais patente em seu expresso objetivo de promover não o julgamento dos culpados, mas uma improvável “reconciliação nacional”, em uma evidente manobra das classes dominantes civis e militares brasileiras para encobrir e deixar sem punição os seus crimes.



Mas, se esses vícios de origem da CNV não podem ser atribuídos a seus membros, não se pode também absolvê-los por suas consequências daninhas ao processo de construção da democracia brasileira. Afinal, foram sob essas regras, já então denunciadas pelos movimentos que lutam por MVJ, que eles aceitaram trabalhar. E é a essas regras que, em vez de subvertê-las, eles se dobram. E é exatamente essa submissão ao inaceitável seu pior erro. Não aceitamos uma Comissão Nacional da Verdade composta por notáveis mais empenhados em escrever seus próprios currículos do que em construir as bases para o aperfeiçoamento democrático do país.



Mudar esse panorama, no entanto, ainda é possível. Para tanto, porém, se faz urgente e necessário uma mudança de postura da comissão. Lamentamos que até o momento a CNV tenha deixado o esclarecimento das questões mais candentes que lhe foram atribuídas ao conhecimento produzido por vítimas e seus familiares, sobreviventes da resistência, historiadores, jornalistas etc. em um trabalho mais de compilação que de investigação.



Não podemos concordar com o caráter semiclandestino dos trabalhos da CNV, que não divulga suas atividades e os resultados alcançados e que nos causa ainda mais preocupação diante da recusa de seu coordenador em divulgar relatórios parciais, reservando suas conclusões para um único relatório a ser revelado apenas ao final dos trabalhos.



Desejamos, ao contrário, uma postura de absoluta transparência com a abertura ao público da oitiva dos militares e civis acusados. Essa política de arejamento das atividades da CNV deve incluir a adoção de novas formas de produção de provas e documentos, como o recurso à técnica da oralidade. Essa política de transparência deve utilizar-se com prioridade dos órgãos e instrumentos de comunicação do Estado, como a TVBrasil, a NBR e a Voz do Brasil, até hoje negligenciados pela CNV.



Para que essa postura de transparência seja efetiva, porém, é preciso que a CNV tenha a coragem de assumir os poderes que lhe foram conferidos por lei para buscar os arquivos ainda mantidos secretos pelas Forças Armadas. Não é admissível que essa abertura dos arquivos se dê de forma controlada pelos militares, sob o risco de produzir mais contrainformação e mentiras do que a verdade ansiada pela nação.



E, tão fundamental quanto esse rol de exigências, é que a Comissão Nacional da Verdade não se atenha aos crimes cometidos apenas contra os indivíduos, mas que se debruce com igual rigor sobre os crimes cometidos contra a coletividade, como, por exemplo, a política econômica dos governos da ditadura, com suas trágicas consequências para o povo brasileiro. Entre essas consequências, não bastasse a entrega do patrimônio da nação a potências internacionais, como os Estados Unidos, estão a fome provocada pelo arrocho salarial, levando a uma explosão da mortalidade infantil e até o nanismo generalizado, com o surgimento de grupos como o chamado “povo gabiru”. Até porque foi o povo brasileiro e, especialmente, os trabalhadores as primeiras e principais vítimas de quem se assenhoreou do poder pelas armas e durante mais de duas décadas nos infelicitou, destruindo conquistas sociais importantes para o futuro de nosso povo, como o nocivo e subserviente acordo Mec-Usaid, responsável pelo sucateamento de nossas escolas, que ainda hoje lutamos para superar.



São tarefas gigantescas, impossíveis de serem cumpridas no curto espaço de um ano, que é o que resta do prazo original dado à CNV para cumprimento de suas metas. Por isso exigimos a prorrogação de seu mandato, após o que, certamente ficará constatado, se a atual Comissão Nacional da Verdade cumprir minimamente suas obrigações, a necessidade de uma nova Comissão, essa futura sem os vícios da atual.



Propostas para os movimentos de Memória, Verdade e Justiça





Os integrantes do Grupo 4 do Encontro Nacional da Sociedade civil desejam propor aos companheiros das entidades envolvidas na luta por MVJ algumas linhas de ação conjunta a serem desenvolvidas ao longo dos próximos 12 meses de forma a mantermos uma mobilização constante até o final dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade com o ­­­estabelecimento de um cronograma de trabalho que leve em conta as efemérides tradicionais do povo brasileiro, sejam elas de caráter nacional, como Natal, Finados etc., ou regionais, como a Missa do Vaqueiro em Pernambuco, a festa do Divino etc. Sugerimos que sejam programadas manifestações para aquelas datas específicas de interesse da campanha por Memória Verdade e Justiça, como o 1º de Maio e o 4 de novembro, de forma a esclarecer ao povo brasileiro o que foi a ditadura militar, seus crimes e consequências.



Para que uma campanha de esclarecimento como essa dê frutos, é preciso vencer a Cortina de Silêncio estabelecida pelas empresas de comunicação, em grande parte cumplices e beneficiárias dos crimes cometidos pelos militares. Nesse sentido, achamos fundamental desenvolvermos nossos próprios veículos de comunicação, utilizando as novas tecnologias para através de um site na internet, editarmos uma revista semanal específica sobre os temas Memória, Verdade e Justiça.





Para isso o companheiro Carlos Eugenio Sarmento Clemente coloca à nossa disposição suporte tecnológico através da Rede Democrática. Ainda na área digital, propomos uma campanha sistemática de informação a artistas e intelectuais – e citamos especificamente o caso do cantor Lobão – que, por possível desconhecimento dos fatos, minimizam aqueles crimes;



Sugerimos ainda que a rede nacional de movimentos em luta por Memória, Verdade e Justiça se empenhe na organização de duas grandes manifestações de caráter nacional para os próximos 12 meses. A primeira um mega show de música popular a se realizar no dia 30 de abril de 2014 no centro de convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro, com a presença de artistas que em 1981 participaram do show que a extrema direita militar encastelada nos órgãos de repressão política tentou transformar em tragédia.



Esse mega show serviria também para arrecadar fundos para financiamento da segunda GRANDE manifestação: uma marcha sobre Brasília, como proposto pelos companheiros do Pará. Shows musicais e outras formas de apresentação artísticas em menor escala devem ser preparadas para apresentação em escolas, igrejas, clubes de bairro etc.





Queremos recomendar, ainda, a busca de apoio dos governos estaduais e municipais comprometidos com a luta por Memória, Verdade e Justiça para a produção e distribuição nas escolas de filmes, livros, revistas e cartilhas sobre o golpe militar de 1964 e os crimes da ditadura, para criar entre jovens e crianças a consciência da necessidade da defesa dos direitos humanos e fortalecimento dos valores democráticos como objetivo permanente de nosso povo.



Os militares não devem ficar fora desse esforço e, assim, sugerimos a produção de uma campanha de esclarecimento voltada especificamente para eles, levando em conta suas especificidades e demonstrando que as Forças Armadas enquanto instituições e a grande maioria dos soldados foram tão vitimas dos generais sediciosos de 1964 quanto aqueles que de qualquer forma, inclusive pelas armas, se opuseram ao arbítrio e todo o povo brasileiro.



Para que essas iniciativas se tornem possíveis, achamos que imprescindível a constituição não de uma direção, porque não desejamos a interferência de cima para baixo nas questões internas de cada entidade, mas, sim, de uma coordenação nacional capaz de articular esses esforços.


http://www.rededemocratica.org/index.php?option=com_k2&view=item&id=4450%3Amem%C3%B3ria-verdade-e-justi%C3%A7a

terça-feira, 21 de maio de 2013

1º balanço da Comissão da Verdade!


Por Chico Alencar - Deputado Federal do PSOL-RJ

Do 1º balanço da COMISSÃO DA VERDADE, destaco que:

1)também empresas multinacionais tinham seus setores de informação (parceria público-privado na montagem do sistema repressivo);  
2) está provado com documentos que, já superada a ditadura, em 1993, em pleno governo Itamar, chefes militares MENTIRAM ao governo e ao Congresso sobre situação de ex-presos políticos (pacto corporativista de silêncio); 
3) até Universidades (Recife e Seropódica-RJ) abrigaram centros de tortura; 
4) tortura é prática sistêmica desde o golpe civil-militar de 1964, e não só após AI-5 e para combater luta armada contra o regime. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Fernanda Tardin II compartilhou a foto de Sol Costa.


16 de maio

.triste lembrança e uma luta que nem mesmo ' a homenageada ' teve justiça . MUDA BRASIL, puna seus BOÇAIS. bj

Aconteceu em Vitória Espírito Santo.

Porque ninguém foi preso? Se todos conheciam os culpados.



Dia 18 de maio o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O porque de Araceli Cabrera Sánchez Crespo,... ser sido escolhida a menina que marca esse dia?! Ela simboliza, três elementos de uma formula perigosa e muitas vezes fatais, e continuamente utilizados na sociedade Brasileira. A Corrupção, Impunidade e Violência.

Drogas, dinheiro, poder, influencias e quem deveria proteger é suspeita: a mãe da menina.



18 de maio é a data em que Araceli Cabrera Crespo, de nove anos incompletos, desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Seu corpo, o rosto principalmente, foi desfigurado com ácido. Seis dias depois do massacre, o corpo foi encontrado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo. Seu martírio significou tanto que esta data se transformou no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.

Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.



Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino.O nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.



No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".



O corpo da menina Araceli foi encontrado 6 dias depois nos fundos do Hospital Infantil de Vitória (Hospital Jesus Menino). Uma das hipóteses era de que a menina teria sido mandada pela mãe para entregar um envelope a Jorge Michelini, tio de Dante, um dos suspeitos de sua morte. Chegando lá, os acusados a teriam drogado, estuprado e assassinado num apartamento do Edifício Apolo, no centro de Vitória., Araceli esperava o ônibus depois da escola, e Paulo Helal, que estava em seu Mustang Branco, pediu para Marislei dizer à menina que 'Tio Paulinho a chamava para levá-la para a casa'. Foi comprovado que a menina foi mantida em cárcere privado por dois dias, no porão e terraço do Bar Franciscano, que pertencia à família Michilini. Tudo sendo do conhecimento de Dante Michelini, pai de um dos condenados, o Dantinho. Os rapazes, sob efeito de barbitúricos, teriam lacerado a dentadas os seios, parte da barriga e a vagina da menina. A menina foi levada agonizante para o Hospital Infantil, mas não resistiu. Os acusados ainda permaneceram com o corpo, mantiveram-no sob refrigeração e um ácido corrosivo foi jogado para dificultar a identificação do cadáver de Araceli, jogando, logo após, os restos mortais da menina num terreno próximo ao Hospital Infantil.



A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha.



Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope

Continha drogas, Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam. Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com acido

A mãe de Araceli, Lola Sánchez, que teria usado a própria filha como "mula"(gíria conhecida para pessoa que entrega drogas) para entregar drogas a Jorge Michelini. Lola, que seria um contato na rota Brasil - Bolívia do tráfico de cocaína e desapareceu de Vitória no ano de 1981, residindo atualmente na Bolívia, tendo o pai de Araceli, Gabriel Crespo, falecido em 2004.

Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli.



Apesar de Gabriel Crespo ter reconhecido o corpo da filha por um sinal de nascença, a certeza veio em um dia em que ele levou o cachorrinho de estimação da menina, Radar, ao Instituto Médico Legal (IML). Ao chegar ao local, o animal — que tinha recebido esse nome porque sempre a localizava — se dirigiu imediatamente à geladeira e passou a arranhar a gaveta em que se encontrava o cadáver de sua dona. Este permaneceria ainda dois anos e meio no IML, antes de ser enviado para uma autópsia no Rio de Janeiro e posteriormente sepultada, em 1976

Araceli foi sepultada, 3 anos depois, no Cemitério Municipal de Serra-Sede, no túmulo de número 1213, na cidade de Serra. E ninguém foi preso!






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O PCB está renascendo também no ES

 Noite de Quinta-feira, dia 16 de maio de 2013

Em palestra com o secretário Nacional do PCB, Ivan Pinheiro, levado pelo SINDILEGIS-ES,
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ficou deliberado que:


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sem raíz não tem luta. Viva o partidão. Ele renasce também no ES. E precisamos de todos nessa luta de Todos. .' Bem unidos faremos dessatera afinal, uma terra sem donos a internacional.. De pé ó vítimas da fome....' Dia 06 de junho, Valmir Castro avisa: mais uma reunião para formação. Que venham todos nesse inicio de reconstrução, afinal SEM RAÍZ, Não tem frutos. Bjs e hasta siempre .



Proximo Encontro dia 06 de junho às 18 hs na ALES

Festa e Cultura dia 24 de maio - Olha a Marcha pela PAZ aí

Valmiria Guida envia a foto de Fórum Pela Paz na Colômbia.


Ontem.GRANDES NOMES DA MÚSICA LATINO-AMERICANA APOIAM O FÓRUM PELA PAZ NA COLÔMBIA


Foto: GRANDES NOMES DA MÚSICA LATINO-AMERICANA APOIAM O FÓRUM PELA PAZ NA COLÔMBIA

Uma das atrações artísticas que participará do Show pela Paz na Colômbia, no dia 24 de maio, é  o cantor e compositor uruguaio Daniel Viglietti, um dos maiores expoentes da música de protesto latino-americana, que chegou a gravar um disco junto ao poeta Mario Benedetti. Há décadas, Daniel é artista comprometido com as causas populares latino-americanas, como se pode ver neste  vídeo no qual canta na Nicarágua em plena Revolução Sandinista. Além do cantor uruguaio, haverá a apresentação do show cantoria brasileira, de Pedro Munhoz, Cícero do Crato e Zé Pedro Rocha e outra atrações como grupos folclóricos argentinos e colombianos e rap do Rio de Janeiro.

Outros grandes músicos argentinos gravaram mensagens de apoio ao Fórum. Vejam aqui os vídeos de Leon Gieco, Victor Heredia e Piero. A solidariedade latino-americana continua vivíssima. Todos e todas a Porto Alegre pela PAZ na Colômbia! 

http://www.forumpelapaznacolombia.blogspot.com.br/2013/05/grandes-nomes-da-musica-latino.html


Uma das atrações artísticas que participará do Show pela Paz na Colômbia, no dia 24 de maio, é o cantor e compositor uruguaio Daniel Viglietti, um dos maiores ex...poentes da música de protesto latino-americana, que chegou a gravar um disco junto ao poeta Mario Benedetti. Há décadas, Daniel é artista comprometido com as causas populares latino-americanas, como se pode ver neste vídeo no qual canta na Nicarágua em plena Revolução Sandinista. Além do cantor uruguaio, haverá a apresentação do show cantoria brasileira, de Pedro Munhoz, Cícero do Crato e Zé Pedro Rocha e outra atrações como grupos folclóricos argentinos e colombianos e rap do Rio de Janeiro.



Outros grandes músicos argentinos gravaram mensagens de apoio ao Fórum. Vejam aqui os vídeos de Leon Gieco, Victor Heredia e Piero. A solidariedade latino-americana continua vivíssima. Todos e todas a Porto Alegre pela PAZ na Colômbia!



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Na Argentina , morre um boçal na cadeia. E no Brasil?

via Wilson Coêlho.



'No fue sólo Videla. Fue una dictadura cívico-militar-religiosa'

www.publico.es

La presidenta de las Madres de Plaza de Mayo reclama que el Gobierno argentino y la Iglesia abran sus archivos para conocer a quién entregaron en falsa adopción los bebés que nacieron cuando sus madres estaban presas   Essa postagem faço especialmente dedicada a guerrilheira argentina ADRIANA TASCA, sempre na luta e mais que uma hermana, uma irmã. Bjao Dri

coments:

 o status de Carlos Latuff.


Sexta

'.Jorge Rafael Videla, o sanguinário ditador argentino, morreu hoje, na cadeia. E no Brasil, torturadores morrem de velhice tranquilos em suas casas, cientes de que não será feita justiça pelos crimes que cometeram. Viva a Argentina!'

Neusah Cerveira 'VIVA A ARGENTINA! VIVA O CASAL K! VIVA A CORAJOSA E LEAL PRESIDENTE CRISTINA K!'



IstoÉ DESMASCARA A FARSA E EXPÕE A CHANTAGEM BOLIVIANA. E AGORA, DILMA?


O advogado dos 12 torcedores corinthianos laçados pela polícia boliviana para servirem como bodes expiatórios da morte do jovem Kevin foi sondado pelo tio do pranteado defunto, o também advogado Jorge Ustarez Beltrán: a família se dispunha a reconhecer a inocência dos gaviões engaiolados, ajudando a defesa a desmontar a farsa, mediante o pagamento de 220 mil dólares (cerca de R$ 400 mil).

Como o Corinthians se recusou a ser extorquido e a Gaviões da Fiel não tem como arcar com um resgate tão vultoso, o dr. Sérgio de Moura Ribeiro Marques foi para o tudo ou nada, tornando pública a  proposta indecente. Pois, espertamente, gravara as conversas sem conhecimento do interlocutor. 

A história é contada na matéria de capa da revista IstoÉ desta semana, As provas da chantagem boliviana, e pode ser lida aqui

A  cantada  do titio ganancioso está neste trecho das gravações:
"...o que nós propomos a vocês é acabar de vez com esse processo. Uma vez retirada a denúncia, não é possível, portanto, um processo penal. Os familiares buscam uma reparação material, civil... entendo que essa responsabilidade poderia ser assumida pelo Corinthians... estou consciente de que os 12 não são culpados".
O  malandro otário  passou recibo da tentativa de extorsão, ao escrever de próprio punho a quantia ambicionada num papelucho que a IstoÉ reproduziu.

A revista também detalha o acordo costurado pelos dois advogados, mas frustrado por falta de quem se dispusesse a morrer numa grana preta: 
"...o tio de Kevin, segundo Marques, produziria uma petição na qual declararia, entre outros pontos, a inocência dos 12 brasileiros presos pela morte de Kevin.
E – mais importante – revelaria que o adolescente boliviano encontrava-se de costas para o campo quando foi alvejado pelo sinalizador. Além de Beltrán, Beymar Jonathan Trujillo Beltrán, primo de Kevin e única testemunha ouvida (em uma declaração de apenas cinco linhas) sobre a morte dele, assinaria o documento que seria incorporado ao processo de investigação.
Por ser uma declaração contundente de uma nova testemunha intimamente ligada ao adolescente morto, seria aberta uma grande possibilidade de libertação para os brasileiros. Apesar de não ter se pronunciado legalmente ainda, o tio de Kevin estava no jogo Corinthians e San José..."
Para completar a comédia de erros, o advogado Marques denuncia a existência de "pressão política" por parte do governo brasileiro e do Corinthians para que o escritório do qual é sócio seja afastado do processo. O motivo: “Querem que nós sejamos destituídos do caso e o governo colha o mérito da possível soltura dos torcedores”. 

Finalmente, eis a irrefutável conclusão do autor da reportagem, Rodrigo Cardoso:
"...se não há como provar a culpa dos 12 torcedores do Corinthians, eles têm de deixar a prisão em Oruro. Passou da hora de o governo brasileiro arregaçar as mangas de verdade e, livre de interesses paralelos, priorizar uma solução rápida para a prisão arbitrária de 12 de seus cidadãos que, na Bolívia, vivem dias de criminosos sem sequer terem sido acusados legalmente".
É a mesma posição que sustento há mais de dois meses. No artigo Vergonha: Bolívia faz 12 brasileiros de bodes expiatórios! (acesse aqui ), de 11/03/2013, já escrevi: 
"As autoridades de cá estão agindo com tibieza vergonhosa, ao não defenderem da forma mais enérgica BRASILEIROS FLAGRANTEMENTE INJUSTIÇADOS NOUTRO PAÍS.
Já passou da hora de mostrarem algum serviço, pois suas frouxas gestões não tiveram resultado prático nenhum e vêm sendo olimpicamente ignoradas pelos bolivianos".
Voltei ao assunto em Os 12 torcedores sequestrados na Bolívia e a tibieza brasileira (acesse aqui), do último dia 8, quando um grupo de deputados se reuniu em Brasília com representantes de três ministérios e da OAB para discutirem possíveis medidas a serem tomadas:
"Vamos ver se, a partir de hoje, nossas autoridades deixam de agir com a TIBIEZA VERGONHOSA que vem caracterizando sua atuação no episódio.
...Tenho certeza de que, se os injustiçados pertencessem à classe média ou à elite, as gestões brasileiras teriam sido incisivas e imediatas.
A Justiça boliviana está agindo de forma tão aberrante que já se justifica uma queixa à OEA.  É o caminho inescapável para o Brasil, caso o sequestro não cesse..."
Depois da revelação da IstoÉ, o nosso governo tem a obrigação moral de, finalmente, se fazer valer. Ou seremos obrigados a concluir que ele não vale nada.